Mídia: Senado italiano vai debater abolição das sanções contra Rússia

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O Senado italiano vai considerar em 27 de junho uma resolução sobre abolição das sanções contra a Rússia, informou o site Gazeta.ru esta segunda-feira (27).

Apesar do fato de que a resolução não é juridicamente obrigatória, ela pode influenciar a decisão da União Europeia sobre o prolongamento das sanções, diz a publicação.

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O documento foi elaborado na base da resolução do parlamento regional de Veneto (região da Veneza) de 18 de maio, que condenou as sanções contra a Rússia. No documento, os políticos italianos apelaram ao primeiro-ministro Matteo Renzi a rever a política atual em relação a Moscou, revogar as restrições e chamar outros líderes da União Europeia a fazer a mesma coisa.

Ao nível nacional, a resolução é apoiada pelo grupo de parlamentares dos principais partidos conservadores e populistas do país: Cinco estrelas, Liga do Norte e Forza Italia. Segundo estas forças políticas, as sanções são uma decepção para "todos os membros de bom senso do parlamento", explicou o coautor do documento, Stefano Valdegamberi. 

Em particular, os políticos se queixam da situação económica na Itália. As sanções já custaram ao país 3,6 bilhões de euros (cerca de 13,3 bilhões de reais).

​Falando no Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, Renzi assinalou a inutilidade das sanções contra a Rússia.

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Os representantes permanentes da União Europeia concordaram em 21 de junho prolongar as sanções contra a Rússia, que expiram no próximo 31 de julho, por mais seis meses. A decisão dos diplomatas deve ser aprovada pelo Conselho da União Europeia.

No entanto, três países do bloco (França, Reino Unido e Suécia) têm usado o direito de "reserva parlamentar", que envolve a coordenação da posição com os parlamentos locais. Mais tarde foi divulgado que no último momento a Itália apresentou uma exigência de incluir na resolução um parágrafo sobre a possibilidade de revisão das medidas restritivas contra Moscou no final de 2016.

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