Londres vê mão do Kremlin em distúrbios no Euro 2016

© Sputnik / Vladimir PesnyaTorcedores russos no Euro 2016
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Altos funcionários do Governo britânico estão examinando se os torcedores russos envolvidos nos distúrbios durante o Euro 2016 na França têm ligações com o Kremlin, escreve o The Guardian.

Segundo o diário, há indícios de que "um número considerável de indivíduos envolvidos nos violentos ataques bem coordenados contra os torcedores da Inglaterra e de outros países, em Marselha e Lille, foram identificados como os funcionários das forças de segurança russas".

"Altos funcionários do Governo [britânico] temem que a violência desencadeada pelos vândalos russos no Euro 2016 tenha sido autorizada pelo Kremlin e estão investigando seus vínculos com o regime de Putin", escreve a publicação.

Além disso, alguns especialistas acreditam que se trata de uma tática para mostrar a "força russa" e, ao mesmo tempo, criar na Rússia uma impressão de que o mundo inteiro está contra ela.

A hipótese construída em Londres supõe que os confrontos dos torcedores no Euro "representam uma continuação do que é considerado como uma campanha russa de 'guerra híbrida'".

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O The Guardian cita uma fonte anônima do Governo britânico, que afirmou que "é difícil provar que tudo foi autorizado pelo Kremlin, no entanto, vemos que alguns deles [torcedores russos] fazem parte dos serviços de segurança".

O Campeonato Europeu, que acontece neste ano entre os dias 10 de junho e 10 de julho em 10 cidades francesas, se vê acompanhado de numerosos confrontos entre os torcedores das equipes participantes, alguns dos quais ficaram gravemente feridos.

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Após alguns distúrbios durante o encontro Rússia-Inglaterra no dia 11 de junho, em Marselha, a UEFA impôs uma multa de 150 mil euros a União de Futebol da Rússia e anunciou a suspensão condicional da seleção russa.

Ontem (18), um grupo de torcedores russos foi deportado e três foram condenados a penas de prisão na França.

Ao comentar recentemente estes incidentes, o presidente Vladimir Putin os qualificou de uma "monstruosidade absoluta", mas apelou a "dar tratamento igual a todos os transgressores", não apenas aos russos.

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