Presidente do Parlamento Europeu avisa Erdogan

© REUTERS / Christian HartmannRecep Tayyip Erdogan, presidente da Turquia
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Numa carta urgente, o Presidento do Parlamento da UE Martin Schulz pede insistentemente ao Presidente turco Recep Tayyip Erdogan que cesse os ataques contra os eurodeputados alemães. Tal atitude é um "tabu absoluto".

O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz (SPD — Partido Social-Democrata da Alemanha), criticou com dureza o Presidente turco Recep Tayyip Erdogan por suas ameaças contra os deputados do Bundestag alemão, informou a revista Spiegel.

"Os parlamentares que trabalham no âmbito de seus mandatos, independentemente das várias diferenças de opinião em questões políticas, não devem ser comparados com os terroristas", se lê numa carta de Schulz a Erdogan que deverá ser enviada hoje. "Essa atitude é um tabu absoluto que eu condeno vivamente."

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Schulz criticou os ataques verbais de Erdogan contra os membros do Parlamento. "Foi com grande preocupação eu ouvi declarações em que vocês, membros livremente eleitos do Bundestag alemão, foram verbalmente atacados de forma grave", escreve Schulz. "Como presidente de um parlamento multinacional, multiétnico e multirreligioso, quero fazer a seguinte declaração: o livre exercício do mandato dos deputados é a pedra angular fundamental da nossa democracia europeia."

Erdogan tem repetidamente criticado nos últimos dias a resolução do Bundestag sobre a Armênia. Esta resolução considera a violência contra os armênios no Império Otomano em 1915 como genocídio. Erdogan caracterizou os deputados de origem turca do Bundestag como uma ala do proibido Partido dos Trabalhadores do Curdistão, pôs em dúvida sua origem turca e até mesmo os convidou para um teste de sangue.

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Na quinta-feira, a Turquia deitou azeite no fogo anunciando oficialmente mais medidas de protesto, incluindo processos contra onze deputados de origem turca. O Bundestag estava debatendo isso hoje (9) em sessão especial.

Schulz tinha muitas vezes declarado no passado que o governo de Erdogan se está tornando cada vez mais autocrático. Ele deixou claro que o caminho para a isenção de vistos, ou mesmo uma futura adesão da Turquia à EU, não será fácil com a presença de Erdogan. "A liberdade de atuar em conformidade com seu mandato, nomeadamente a ausência de qualquer pressão externa, é um dos principais indicadores da democracia", escreveu Schulz.

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