Analista: demissão de representante do SCN protela negociações sobre a Síria

© AP Photo / Hassan AmmarBandeira síria esvoaçando enquanto os carros seguem por ponte durante a hora de ponta, Damasco, Síria, 28 de fevereiro de 2016
Bandeira síria esvoaçando enquanto os carros seguem por ponte durante a hora de ponta, Damasco, Síria, 28 de fevereiro de 2016 - Sputnik Brasil
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A demissão do representante do Supremo Comité de Negociações (SCN) da oposição síria, Muhammad Alush, levará a nova protelação das negociações sobre a Síria em Genebra, acredita a analista Elena Suponina, da Universidade Russa de Pesquisas Estratégicas.

Anteriormente, o gabinete de Alush tinha divulgado a informação sobre a sua intenção de deixar o posto em sinal de protesto pelo fracasso das negociações e das intenções da comunidade internacional de encontrar uma solução política e estabelecer a paz na Síria.

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Na segunda-feira (30) o representante oficial do SCN, Riyad Naasan Aga, tinha comunicado à agência RIA Novosti que, até o momento, a delegação não tinha conseguido eleger um novo representante oficial.

A anterior rodada de negociações de paz na Síria terminou em Genebra em abril. O enviado especial da ONU, Staffan de Mistura, não conseguiu organizar negociações diretas entre as partes. Além disso, o SCN tinha saído do processo, acusando o governo da Síria de não observar os acordos internacionais e o regime de cessar-fogo. Segundo ele, a nova rodada pode começar já no início de junho.

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Elena Suponina faz lembrar que a posição da delegação da oposição síria, formada em Riade, inicialmente era contra as negociações em Genebra. Segundo a analista, este grupo de oposição acordou em participar das negociações “só sob forte pressão por parte dos intermediários internacionais, incluindo a Rússia”.

“Não é de admirar que eles tenham aproveitado o novo pretexto para provocar o fracasso das negociações. É certo que  a demissão de Alush não é proveitosa para as conversas em Genebra. O seu reinício fica agora sob questão. Ao que sei, o representante especial do secretário-geral da ONU, Staffan de Mistura, tinha examinado certas datas de reinício das negociações e se acreditava que estas iriam ser realizadas duas semanas mais tarde. Agora é claro que não vão ser realizadas até o fim da festa religiosa muçulmana do Ramadão, quer dizer, até 10 de junho e, após a essa demissão, será discutida uma nova protelação das negociações”, disse Suponina à RIA Novosti.

Entretanto, ela não excluiu que estes acontecimentos possam ser orquestrados pela Arábia Saudita e Turquia.

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