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Marte está saindo da Era do Gelo

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De acordo com a última pesquisa de geólogos da Universidade de Texas, o Planeta Vermelho parece que está saindo da era glacial. A pesquisa foi publicada na revista Science.

"O clima em Marte varia mais do que na Terra porque o seu eixo de rotação tem maior oscilação do que o do nosso planeta. Portanto é muito provável que, no passado, Marte fosse muito diferente daquilo que observamos hoje", considera Isaak Smith, pesquisador da Universidade de Texas.

​Analisando os dados coletados pela sonda MRO durante o estudo da capa de gelo do Pólo Norte do Planeta Vermelho, Smith e os seus colegas descobriram que, no passado não muito longínquo, em Marte houve uma Era do Gelo, da qual ele está gradualmente saindo agora.

Como explicam os cientistas, as eras glaciais ocorrem em Marte não quando está frio nos pólos, mas ao contrário, quando faz calor, porque o clima relativamente quente favorece a formação de aglomerações móveis de gelo e a sua deslocação para as latitudes médias do planeta.

​O surgimento de gelos nos períodos "quentes" e o seu recuo nos tempos "frios", segundo Isaak Smith, deve deixar marcas na superfície de Marte visíveis para os radares e os instrumentos óticos das sondas em órbita.

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Além disso, as marcas do movimento das geleiras podem ser encontradas nos próprios gelos do pólo, sendo possível calcular a velocidade com a qual eles se acumularam ou estão acumulando.

Depois de analisar centenas de imagens de Marte e fotografias provenientes das sondas Viking há mais de 35 anos, os autores do artigo chegaram à conclusão de que o estado atual de Marte é relativamente recente, cerca de 370-375 milhares de anos atrás o planeta vivia uma Era do Gelo.

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Cientistas encontraram marcas de água fervente em Marte
Durante o tempo da deslocação das geleiras nos pólos de Marte, de acordo com os cálculos dos cientistas, foram acumulados mais de 87 mil quilômetros cúbicos de gelo, o que seria suficiente para cobrir toda a superfície do Planeta Vermelho com uma camada de água de 60 cm de espessura. Tais estoques de água se tornaram uma surpresa para os cientistas, que esperavam ver três vezes menos gelo do que os dados coletados pela sonda MRO.

De acordo com Smith, o derretimento do gelo continua até hoje. Um exemplo são as marcas de movimento da água recentemente descobertas na superfície do Planeta Vermelho. Outras observações das geleiras, como espera o cientista, podem ajudar a entender como será a aparência de Marte no futuro mais próximo e como essas alterações serão refletidas na sua potencial habitabilidade para o Homem.

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