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Oposição atual é contrária à volta da CPMF

ENTREVISTA COM PAULO PAIM E COM JOÃO CAPIBERIBE
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O debate em torno da volta da CPMF – Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira – está mobilizando o Executivo e o Legislativo. A proposta de recriação deste tributo surgiu no Governo Dilma Rousseff e agora começa a ser debatida também no Governo Michel Temer.

Entre os parlamentares, a proposta não encontra a menor receptividade. Pelo contrário, tem uma rejeição profunda e acentuada. Sputnik Brasil entrou em contato com dois senadores e de ambos ouviu não só a sua contrariedade como também propostas para substituir essa cobrança.

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Paulo Paim (PT-RS) apresentou suas alternativas diante da possibilidade de o tributo voltar a ser cobrado:

“A CPMF não goza de popularidade”, garante o senador petista. “Se você fizer uma pesquisa, vai constatar que ela é rejeitada por 90% da população. Então, o Governo tem de buscar outros mecanismos para suprir a sua falta de verbas. Para isso, tem de combater intensamente a corrupção, a sonegação e a evasão de ativos, além de aumentar a fiscalização sobre tudo aquilo que já é cobrado. Se o Governo jogar mais tributo em cima do povo, qual será o resultado? Repasse de custos para a população e aumento ainda maior do desemprego. Se na era Lula o índice de desemprego era de 5%, agora, com a possível e nada desejada volta da CPMF, este índice poderá chegar a 13%. Se o Governo fiscalizar e combater corrupção e sonegação, poderá arrecadar mais R$ 500 bilhões.”

Já o Senador João Capiberibe (PSB-AP) é de opinião que o Governo precisa aprender a renegociar a dívida pública:

“A carga tributária vai além de 35% do PIB, e querem onerar ainda mais o povo brasileiro. 8% da carga tributária financiam a dívida pública, que em 2015 chegou a R$ 480 bilhões, e este ano poderá ir além”, informa Capiberibe.

“De maneira nenhuma a CPMF pode ser aceita no país. Ela não é solução, e agravará ainda mais as condições do povo brasileiro. O problema é que até semana passada quem era contra a CPMF agora é a favor, e quem era a favor agora é contra. Então, a sociedade brasileira não pode ficar ao sabor de conveniências ou interesses políticos. O que o Governo tem de fazer é o que qualquer pessoa faz quando está endividada e com dificuldades de pagar os seus compromissos: ela procura os credores e tenta fazer um bom acordo. Um acordo é sempre melhor do que impor novos e indefinidos tributos ao povo.”

Os Senadores Paulo Paim e João Capiberibe estão convictos de que a proposta de recriação da CPMF será rejeitada no Congresso Nacional. 

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