OTAN reconhece vulnerabilidade das suas forças de reação rápida

© AFP 2022 / DANIEL MIHAILESCUO secretário geral da OTAN, Jens Stoltenberg.
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Representantes da OTAN acreditam que a Aliança não será capaz de deslocar para a Europa Oriental forças de reação rápida em caso de conflito com a Rússia, escreve neste domingo (15) The Financial Times, citando uma fonte na OTAN.

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As forças de reação rápida da OTAN, que conta com 5 mil homens serão "muito vulneráveis" se forem deslocadas para os Estados bálticos e Polônia para conter a assim chamada  "agressão russa", afirmaram dois representantes seniores da Aliança.

As tropas russas no território da região de Kaliningrado podem derrotar unidades de reação rápida antes de estas serem deslocadas para o leste da Alemanha, disse uma das fontes.

"A Rússia tem mísseis superfície-ar (SAM, na sigla em inglês) e mísseis antinavio tanto em terra como no mar, bem como aeronaves de combate baseadas na região de Kaliningrado e outras regiões, que são capazes de cobrir grandes áreas", comentou que o porta-voz da OTAN.

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Nesta situação, a OTAN tem que manter permanentemente um grande número de forças ao longo das suas fronteiras orientais. Um dos passos mais importantes para melhorar a capacidade defensiva da Aliança pode tornar-se o deslocamento de quatro batalhões para Letônia, Estônia, Polônia e Lituânia. Espera-se que a decisão seja tomada na cúpula da OTAN em julho em Varsóvia. 

Em janeiro de 2015, o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, confirmou os planos de criação de postos de comando e de forças de reação rápida em seis países da Europa Oriental (Estônia, Letônia, Lituânia, Romênia, Polônia e Bulgária).

Segundo Stoltenberg, o "conceito estratégico" de sua organização não sofreu mudanças em relação à Rússia. Ele ressaltou que a OTAN não busca "um confronto" nem pretende fomentar "uma nova corrida armamentista".

A OTAN tem afirmado várias vezes sobre a intenção de deslocar suas tropas na Europa Oriental. Por sua vez, Moscou expressou o descontentamento com as iniciativas da Aliança destinadas ao aumento da presença militar na fronteira com a Rússia, e afirmou que tais ações são uma ameaça aos seus interesses e segurança nacional.

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