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Venezuela nega retaliação ao afastamento de Dilma

© AFP 2022 / EVARISTO SAPresidente da Venezuela Nicolás Maduro com a presidente do Brasil Dilma Rousseff
Presidente da Venezuela Nicolás Maduro com a presidente do Brasil Dilma Rousseff - Sputnik Brasil
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O Itamaraty informou neste sábado (14) que o governo da Venezuela negou que a convocação de seu embaixador em Brasília representa uma medida de retaliação contra o governo interino de Michel Temer, diante do afastamento da presidenta eleita Dilma Rousseff.

Segundo informou a Agência Brasil, o governo venezuelano explicou que Castellar deixou Brasília para participar de um compromisso, agendado há algum tempo. A explicação foi dada ao embaixador brasileiro na capital venezuelana.

Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, em sua chegada à Cúpula do Mercosul no Palácio do Itamaraty, Brasília, Brasil - Sputnik Brasil
Presidente da Venezuela solicita retorno de embaixador no Brasil
Na sexta-feira (13) o presidente da Venezuela Nicolás Maduro informou ter solicitado o retorno do embaixador da Venezuela no Brasil para Caracas, em função do afastamento temporário da presidenta Dilma Rousseff. Maduro classificou a abertura do processo de impeachment de Dilma de “golpe de Estado”, e disse que o mesmo representa "uma canalhice contra ela, contra sua honra, contra a democracia, contra o povo brasileiro".

No mesmo dia, o Itamaraty emitiu declarações rechaçando as opiniões manifestadas por líderes da região com relação à abertura do processo de impeachment contra Dilma. Em seguida, o governo interino de Michel Temer começou a avaliar uma possível resposta à convocação do diplomata venezuelano a Caracas.

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