Raios de supernova bombardeiam a Terra

© NASA . ESA/Universidade Estatal de ArizonaUma imagem de Crab Nebula (que é restos expandidos de uma supernova) tirada pelo telescópio Hubble.
Uma imagem de Crab Nebula (que é restos expandidos de uma supernova) tirada pelo telescópio Hubble. - Sputnik Brasil
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Os cientistas detectaram, após analisar os raios cósmicos que estão atingindo a Terra, restos de uma supernova, surgida relativamente perto ao nosso planeta vários milhões de anos atrás.

Os pesquisadores que estudam os raios cósmicos, núcleos atômicos de alta velocidade produzidos por vários eventos violentos no espaço, detectaram certos núcleos de isótopo de ferro Fe-60, o que é um subproduto das explosões de supernovas com a duração de meia-vida de 2,6 milhões de anos.

“O núcleo de ferro de raios cósmicos radioativos detectado por nós é a prova concreta que indica que nas proximidade da nossa galáxia nos últimos milhões de anos existiu uma supernova”, disse Robert Binnis, o autor principal da pesquisa.

O professor da Universidade de Washington em St. Louis (EUA) fez esta declaração comentando a publicação da pesquisa na revista Science.

Considera-se que ferro radioativo é produzido durante o colapso dos núcleo de supernovas, uma vez que é o colapso que produz maiores quantias de energia no espaço e que acontece quando o núcleo de ferro de uma estrela massiva explode devido à força da gravidade.

© Foto / NASARemanescente de supernova W49B
Remanescente de supernova W49B - Sputnik Brasil
Remanescente de supernova W49B
Tal tipo de explosões produz a maioria dos núcleos existentes no Universo. 

No âmbito da pesquisa, os cientistas estudaram dados sobre raios cósmicos que se encontram na nossa galáxia, coletados ao longo de 17 anos pelo satélite Advanced Composition Explorer (ACE) da NASA.

"O fato de conseguirmos ver nem que seja um único Fe-60 significa que estes núcleos de raios cósmicos são relativamente recentes (surgidos nos últimos milhões de anos) e que a origem deve ser relativamente perto, a cerca de 3.000 anos-luz", disse Eric Christian, co-autor da pesquisa. 

Os autores da pesquisa notaram também que os raios cósmicos de alta energia são extremamente raros.

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