Imprensa alemã detona política de Erdogan contra liberdade de imprensa

© AP Photo / Emrah GurelTurkish journalists cover their mouths with black ribbons before the trial of Can Dundar, the editor-in-chief of opposition newspaper Cumhuriyet and Erdem Gul, the paper's Ankara representative, outside the courthouse in Istanbul, Friday, April 1, 2016
Turkish journalists cover their mouths with black ribbons before the trial of Can Dundar, the editor-in-chief of opposition newspaper Cumhuriyet and Erdem Gul, the paper's Ankara representative, outside the courthouse in Istanbul, Friday, April 1, 2016 - Sputnik Brasil
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Presidente turco se comporta como covarde lançando seguidos ataques contra liberdade de imprensa, afirma imprensa alemã.

Representante oficial do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova, durante a entrevista coletiva semanal, Moscou, Rússia, 17 de março de 2016 - Sputnik Brasil
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O atual julgamento de cinco acadêmicos turcos, cuja única transgressão foi assinar uma petição denunciando operações militares realizadas por Ancara no sudeste do país, é uma triste prova das tentativas desesperadas de Erdogan para abolir a liberdade de imprensa, relata a revista alemã Stern.

“Recep Tayyip Erdogan tem medo: medo de críticas, de perder o poder, da verdade. Portanto, o presidente turco persegue incansavelmente quem quer que ouse a questionar suas políticas ou até mesmo suas qualidades pessoais”, diz a revista.

Segundo a Stern, Erdogan tratou a petição dos acadêmicos como um insulto pessoal e decidiu levá-los a julgamento para mostrar “quem manda”. O presidente turco os acusou de traição e de ajudar terroristas, embora seus motivos reais — o medo de que a petição possa incentivar outros descontentes a se levantarem contra suas políticas — sejam bastante transparentes, argumenta o autor do artigo.

No dia 1º de janeiro, 128 cientistas turcos e internacionais assinaram a petição Acadêmicos Pela Paz, pedindo o fim da operação militar no sudeste da Turquia. As autoridades turcas responderam rapidamente, abrindo processos contra 507 dos signatários e levando os mais conhecidos a julgamento.

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