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Impeachment: Movimentos no campo estudam opções até de paralisação nacional

ENTREVISTA COM ANDERSON AMARO 2
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Junto com outras entidades e movimentos sociais que prometem intensificar a mobilização popular após a aprovação do pedido de impeachment da Presidenta Dilma Rousseff, no domingo (17), na Câmara, a Via Campesina e o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) preparam uma grande articulação nacional envolvendo campo e cidade.

Segundo o coordenador da Via Campesina e do MPA Anderson Amaro, todos os camponeses que compõem tanto o MPA quanto a Via Campesina no Brasil (hoje são 16 movimentos) não irá ficar de braços cruzados observando o processo avançar sem nenhum tipo de resistência.

“Todos deverão ser convocados para fazer denúncia do que está ocorrendo, a partir de nossas bases, em todos os Estados onde estamos representados, para que não avance o golpe" – avisa.

Amaro diz que o que está ocorrendo hoje no Brasil é um processo golpista.

“Infelizmente, temos uma Câmara de Deputados que não corresponde à vontade popular. O que temos ali é um grupo de deputados, em sua maioria, que não representa a população brasileira em sua diversidade” – diz o coordenador.

A Via Campesina e a Frente Brasil Popular estão convocando uma reunião de emergência nos próximos dias para traçar as ações, que podem ir desde paralisação de estradas e rodovias até uma aliança com os operários das cidades em uma greve geral no país.

Ato dos Movimentos Sociais em Defesa da Democracia, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo - Sputnik Brasil
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CUT promete mobilização nacional e não reconhecer Temer na Presidência
“É um processo criminoso o que está ocorrendo. Os que estão procurando afastar a Presidenta Dilma são golpistas e cheios de crimes contra eles. Este Governo colocou os pobres no Orçamento e isso já foi muito para os ricos. Para nós ainda era pouco, mas para eles era demais. Não vamos deixar que as investigações sobre corrupção sejam abrandadas em um eventual Governo do Vice Michel Temer. Vamos estar à frente das denúncias ante esses picaretas que estão instalados no Congresso Nacional. Essa vai ser a alternativa desses que apostaram nesse tipo de golpe. É um esforço para tentar enterrar as investigações que estão em curso hoje sobre boa parte dos parlamentares que estão no Congresso” – explica Amaro.

"Os argumentos eram do mais baixo nível possível, justificando que estavam votando homenageando seus familiares. Só faltou homenagear cachorro! Foi nesse nível, chamando o tempo todo o nome de Deus".

Anderson Amaro conclui dizendo que “a gente viu isso ontem [domingo] de forma escancarada. Não tinham nenhum tipo de compromisso público nem com aqueles que os elegeram".

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