Darfur: Nova onda de violência provoca fuga em massa de mais de 130 mil civis

© AFP 2022 / ASHRAF SHAZLYSudaneses participam de uma manifestação organizada durante a visita do presidente do país à cidade de Zalingei, capital do estado de Darfur Central, em 3 de abril de 2016.
Sudaneses participam de uma manifestação organizada durante a visita do presidente do país à cidade de Zalingei, capital do estado de Darfur Central, em 3 de abril de 2016. - Sputnik Brasil
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Uma nova onda de combates na região de Darfur, no oeste do Sudão, tem feito com que dezenas de milhares de pessoas fujam de suas casas para áreas de refúgio, com um número desconhecido de vítimas civis, segundo alertou o secretário-geral da ONU para Operações de Paz, Herve Ladsous, falando ao Conselho de Segurança nesta quarta-feira (6).

​"A escalada dos combates em Jebel Marra [cordilheira de montanhas no Sudão] levou ao deslocamento em grande escala", disse Ladsous. "As organizações humanitárias estimam que até 31 de março, pelo menos 138.000 pessoas de Jebel Marra foram recentemente deslocadas no norte, no centro e no sul de Darfur”.

O funcionário da ONU observou que, devido às restrições de acesso postas pelo governo do Sudão, "o número exato de vítimas civis da recente onda de beligerância ainda não pode ser determinado".

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O conflito em Darfur começou na década de 1980 e sofreu uma escalada dramática em 2003, quando grupos não-árabes atacaram postos do governo liderado pelo presidente Omar al-Bashir.  Aos povos não-árabes da região, opõem-se principalmente os janjawid – milicianos recrutados entre os baggara, tribos nômades africanas de língua árabe e religião muçulmana. 

O governo sudanês, embora negue publicamente que apoia os janjawid, tem fornecido armas e assistência e tem participado de ataques conjuntos com o grupo miliciano.

As Nações Unidas estimam o conflito deixou mais de 300.000 mortos e mais 2,5 milhões de pessoas deslocadas.

​Em 2009, o Tribunal Penal Internacional (TPI), com sede na Holanda, emitiu um mandado internacional de prisão para a captura de Bashir, acusado de dirigir uma campanha de assassinatos, estupros e pilhagem em massa.

O líder sudanês disse não reconhecer a autoridade do tribunal.

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