Geopolítica atual: quem é fraco?

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Dois analistas avaliaram a geopolítica atual e fizeram conclusão de que as ações atuais da Rússia, China e Irã são a parte de reagrupamento que contradiz interesses dos EUA.

Segundo os analistas americanos Jakub Grygiel e A. Wess Mitchell, os rivais dos Estados Unidos na Ásia e Oriente Médio em geral, além de os em outros lugares, passaram para a fase de ações ativas. A respectiva opinião de especialistas foi divulgada pelo jornal americano The Wall Street Journal.

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Para eles, os rivais dos EUA tomam territórios, intimidam os aliados do lado americano e, usando certos “métodos não tradicionais”, constituem um desafio para a ordem política estabelecida após a Segunda Guerra Mundial.

Autores do livro “The Unquiet Frontier: Rising Rivals, Vulnerable Allies, and the Crisis of American Power” (“Fronteira conturbada: adversários cada vez mais fortes, aliados vulneráveis e a crise do poder americano”), Grygiel e Mitchell declaram que os países “revisionistas”, tais como a Rússia, a China e o Irã, “calibram cuidadosamente as suas ações em uma tentativa de avaliar a reação americana”.

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Os autores – um deles professor na Escola de Estudos Internacionais Avançados da Universidade John Hopkins e o outro, chefe do Centro de Análise Política Europeia – pintam um quadro sombrio da paisagem geopolítica emergente. Eles nos lembram que a geopolítica ainda tem valor, mesmo nos tempos pós-Guerra Fria.

Além disso, os autores destacam especialmente e classificam como "o item mais perigoso" a confiança dos Estados Unidos em que a redução da presença militar no exterior reforça a segurança interna.

“As recentes reduções de tropas das forças armadas dos EUA exacerbam temores entre os aliados de que os Estados Unidos lhes abandonam em apuros”, declaram os autores.

Tendo tudo isso em conta eles aconselham suportar os seus aliados não só por via diplomática, mas também por via de implantar tropas americanas no exterior.

E as autoridades da Defesa dos EUA parecem concordar com isso, especialmente se nos lembramos das recentes declarações do Pentágono sobre os seus planos militares: implantar mísseis THAAD na Coreia do Sul, enviar fuzileiros navais para o Iraque, e treinar militares ucranianos e oposição armada na Síria.

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