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Câmara faz sessão extra para acelerar rito do processo de impeachment

© José Cruz/ Agência Brasil / Abrir o banco de imagensPrimeira sessão plenária da Câmara que analisará o pedido de impeachment da presidente Dilma
Primeira sessão plenária da Câmara que analisará o pedido de impeachment da presidente Dilma - Sputnik Brasil
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No dia seguinte à aprovação dos 65 integrantes da Comissão Especial de 24 partidos que vai analisar o processo de impeachment contra a Presidenta Dilma Rousseff, uma sessão extra na Câmara dos Deputados, em Brasília, foi realizada para acelerar o rito do impedimento.

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A última vez em que a Casa realizou uma sessão em uma sexta-feira foi há mais de um ano. Mas a mobilização da oposição garantiu quórum de 51 deputados. Com a presença mínima, a sessão contará como prazo para os trabalhos da comissão de impeachment, passando para 9 as sessões de defesa da presidenta.

Durante os trabalhos de hoje, a única representante do PT presente foi a Deputada do Distrito Federal Érika Kokay, que criticou a falta de comprometimento por parte dos deputados em outras Comissões, como no Conselho de Ética, que julga processo contra o Presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

“Todo esse arfã, toda essa pressa para que pudesse dar um quórum, para a contagem do tempo na Comissão do Impeachment, nós não vemos com o que diz respeito ao Presidente da Casa”, se queixou Kokay.

Em declarações à imprensa, o líder do PMDB na Câmara, Deputado Antonio Imbassahy, garantiu que os parlamentares vão continuar organizados para ter o quórum necessário para as próximas sessões.

"A gente tem a mais absoluta convicção de que os deputados não vão faltar com as suas obrigações e dar um quórum também na próxima quarta-feira, sexta, segunda-feira que virão, sempre com esse pensamento de trazer o quanto antes para o Plenário da Casa o processo de impeachment da Presidenta Dilma Rousseff”.

Eleito Presidente da Comissão Especial, o deputado Rogério Rosso (PSD-DF) defendeu uma análise rápida, mas com isenção, no processo de impeachment contra Dilma.  

“Avançar e esclarecer da forma mais transparente, com o maior número de reuniões e debates possível. É avançar. É realmente dar o direito de defesa para as partes, mas ao mesmo tempo avançar, porque o país clama por resposta dessa Casa”.

No Senado, os parlamentares também defendem uma análise rápida do processo de impeachment, mas de forma equilibrada. Após a eleição da comissão especial, o Presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que o momento é de prudência, lembrando que caso a Câmara decida pelo afastamento de Dilma, o processo só vai ser instaurado depois de ser chancelado pelo Senado.

Em discurso no plenário, também nesta sexta-feira, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou a maneira como vem sendo tratado o sistema de justiça no Brasil, com grande parcialidade, e disse que o governo Dilma vem sofrendo ataques de um Estado policial. Segundo ele, juízes, membros do Ministério Públicos e policiais, em todos os níveis, não escondem suas preferências políticas.

“O ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Melo, recentemente declarou que a pior ditadura é a ditadura do Poder Judiciário. Creio que nós vivemos um momento importantíssimo da nossa história. Eu sinceramente espero que esse golpe não aconteça, que o impeachment não seja aprovado, porque não há bases jurídicas para isso".

A comissão especial do impeachment já tem nova reunião marcada para segunda-feira, dia 21 de março, às 17h.


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