Analista americano: Supremacia aérea dos EUA em relação à Rússia e China se desvanece

© US Air Force / Master Sgt. Jeremy LockF-22 Raptor
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A aviação militar americana mostra um declínio relativamente à russa e à chinesa e ficará para trás se nas próximas décadas se basear apenas nos F-35, escreve o analista Peter Layton na edição The National Interest.

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“Posso dizer francamente que a nossa anterior supremacia aérea está em declínio… Isto é um problema não só da Frota do Pacífico, isto é importante também na Europa e, em geral, em todo mundo. Elas [a Rússia e a China] estão a diminuir a diferença que as separava de nós”, diz o comandante da Força Aérea dos EUA na Europa, general  Frank Gorenc, citado pela edição. 

Os investigadores da corporação RAND estão apreensivos: 

"A China continua aumentando o potencial da sua aviação, o que complica extremamente as tarefas dos EUA… Dado o ritmo atual de desenvolvimento militar dos EUA, o equilíbrio de poder militar na região da Ásia-Pacífico não é a favor da América".

Os obsoletos americanos F-15, que constituem a base da Força Aérea, têm cada vez mais dificuldade de resistir às novas aeronaves russas e chinesas, em particular, ao caça multipropósito de geração 4 ++ Su-35, que os aviões americanos não são capazes de ultrapassar, mesmo após a modernização do radar AESA (ed: radar com antena de varredura eletronicamente ativa).

Os caças F-22 parecem muito melhores, mas os que estão à disposição das Forças Armadas são muito poucos para manter a supremacia global no ar — apenas 90, acrescenta o analista. Em 2009, foi decidido reduzir o programa do F-22 devido ao fato de ser possível dispensar estes aviões nas operações de contra-insurgência e de luta contra os terroristas islâmicos. No entanto, não foram adotados outras aeronaves em substituição.

A estrutura da aviação americana foi organizada para manobras do tipo das operações no Iraque em 2003, mas agora ela tem de se adaptar a uma nova situação — em primeiro plano temos a Rússia restabelecendo as suas anteriores posições militares e a China, bastante ativa, pelo que os aviões americanos agora têm de resolver problemas de dissuasão.

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O especialista coloca a questão: será mesmo necessária a supremacia aérea? Layton chega à conclusão de que a aviação, mesmo que não permita ganhar a guerra, mas pelo menos pode salvar da derrota.

Os analistas da RAND acreditam que os EUA podem reduzir a diferença nos potenciais da aviação com a ajuda dos F-35. No entanto, o observador do The National Interest não está totalmente de acordo com isso. Ele lembrou que, há vinte anos, o único desafio para a supremacia aérea da América eram os sistemas russos de defesa antiaérea e os F-35 foram projetados precisamente para fazer frente a estes sistemas.

© AP Photo / LM OtteroCaça Lockheed Martin F-35 da Força Aérea dos EUA
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"Ora, os tempos estão mudando, mas o design do radar dos anos 1990 do F-35 continua o mesmo", — diz Peter Layton.

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