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Cientistas se mobilizam para recuperar áreas atingidas por lama da barragem de Mariana

© Secom-ESÁgua do Rio Doce fica mais escura e indica que lama está perto do ES
Água do Rio Doce fica mais escura e indica que lama está perto do ES - Sputnik Brasil
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Uma força-tarefa reunindo pesquisadores, cientistas e acadêmicos de instituições públicas e privadas do Brasil vai ajudar no desenvolvimento de pesquisas para auxiliar na recuperação das áreas destruídas pelo desastre ambiental de Mariana, provocado pelo rompimento de uma barragem de minério da empresa Samarco, no último 5 de novembro.

Bento Rodrigues - Sputnik Brasil
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Emergência: Novo vazamento de lama em barragem de Mariana
O acordo de cooperação para recuperar a bacia do Rio Doce foi feito pela Capes – Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, e as Fundações de Amparo a Pesquisas de Minas Gerais e do Espírito Santo, estados afetados pela lama que vazou da barragem.

Entre os desafios que serão estudados pela comunidade científica estão: como recuperar o solo, a qualidade da água do Rio Doce, a vegetação e a atividade econômica das comunidades atingidas pelo desastre.

O presidente em exercício da Fundação de Amparo à Pesquisa de MG, Paulo Sérgio Lacerda Beirão, explicou para a imprensa que o acordo visa a unir esforços, em uma grande rede de conhecimento envolvendo várias áreas.

“A expectativa é a de que nós tenhamos pesquisadores de áreas distintas, abordando de uma forma mais abrangente os problemas, e não simplesmente isoladamente. Vai haver um financiamento, e bolsas também para o pessoal que vai poder se dedicar mais a fundo na busca de soluções para esses problemas”.

Segundo o Presidente da Capes, Carlos Afonso Nobre, os investimentos nos projetos e nas bolsas de estudo que vão ser oferecidas são da ordem de R$ 12 milhões, e pesquisadores internacionais também serão bem vindos ao programa.

“Nós vamos colocar no edital inúmeras bolsas de mestrado, doutorado, pós-doutorado. Incentivamos convidar pesquisadores de fora do Brasil a virem também participar, mas o principal são pesquisadores e estudantes. Há um desejo muito grande de envolver todos os atores que podem colaborar na recomposição da Bacia do Rio Doce”.

Afonso Nobre acredita que as pesquisas que forem elaboradas a partir desse acordo irão ajudar nas ações futuras que forem adotadas pelo governo para recuperar as áreas afetadas pela lama que vazou da barragem, destruindo a flora e a fauna da região.

“O objetivo final de pesquisa aplicada desta natureza é que ela oriente políticas públicas. E, realmente, países que seguem ciência e conhecimento científico em políticas públicas chegam mais rapidamente ao desenvolvimento”.

De acordo com a Capes, o edital de seleção dos pesquisadores e das instituições de pesquisa públicas ou privadas está previsto para sair em fevereiro.

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