Oposicionista explica papel da Rússia no futuro da Sérvia

© AFP 2022 / ARMEND NIMANIBandeira da Sérvia
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O líder do partido da oposição sérvia Partido Radical Sérvio (Srpska Radikalna Stranka — SRS) Vojislav Seselj, sublinhou, na entrevista à Sputnik, a intenção de se aproximar da Rússia e, ao mesmo tempo, conhecer qual o apoio que a entrada na União Europeia tem entre as pessoas.

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De acordo com o político, o seu partido gostaria de tornar a campanha eleitoral num referendo sobre a entrada na UE e uma maior integração com a Rússia, e é por isso que a SRS só poderá apoiar e cooperar com o atual premiê sérvio, Aleksandar Vucic, caso ele rejeite a UE.

Em 2003, o entrevistado, acusado de crimes de guerra alegadamente cometidos durante as guerras balcânicas da década de 1990, se dirigiu voluntariamente ao Tribunal Penal Internacional para a antiga Jugoslávia (ICTY na sigla em inglês, a estrutura da ONU), mas, desde então, o tribunal não pode lavrar uma sentença.

Segundo ele, se a sentença for pronunciada durante a campanha eleitoral recém-iniciada, isso seria um estímulo para a sua carreira política.

“Tudo aponta para o fato de que eles não conseguem formular a sentença. Eles receberam a tarefa de me condenar, mas não sabem como o fazer. Eles não conseguiram apresentar quaisquer provas da minha participação em crimes de guerra”, disse.

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Caso a sentença seja formulada, Seselj opinou que isso será “um show garantido”:

“Em todo o caso, eu não me preocupo. O regime atual sim, provavelmente [se preocupa]. Mas a questão é se me entregarão a pedido de Tribunal ou não. Até o momento o premiê Vucic tem dito que não entregará. Será que mudará da opinião? Vamos ver”.

Falando da campanha recém-iniciada para as eleições extraordinárias, previstas para abril do ano corrente, Vojislav Seselj explicou a sua posição:

“Nós queremos tornar esta campanha eleitoral numa espécie de referendo: saber quem apoia a entrada na UE e quem é a favor da integração mais próxima com a Rússia, a CEE [Comunidade Econômica Euroasiática] ou com uma organização tipo OTSC [Organização do Tratado de Segurança Coletiva]”.

O líder oposicionista também explicou como entende o papel da Rússia no futuro da Sérvia. Segundo o político, no plano económico a Sérvia deve confiar em si, em seus produtores. Mas ao mesmo tempo, ele disse:

“Nós gostaríamos de nos apoiar na Rússia e ter um estatuto como tem a Bielorrússia: quer dizer, ser um Estado independente mas estreitamente ligado à Rússia no plano político, econômico e militar”. 

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O Partido Radical Sérvio desempenhou, desde a reintrodução do sistema multipartidário na Jugoslávia (no início dos anos 1990), um dos papéis mais importantes no Parlamento sérvio. Vale lembrar que o presidente do país, Tomislav Nikolic, e o primeiro-ministro Aleksandar Vucic são ex-membros do SRS. 

Em 2008, o atual partido no poder Partido Progressista Sérvio (Srpska Napredna Stranka — SNS) foi formado em resultado da divisão do SRS.

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