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Nações Unidas temem mais um genocídio

© AFP 2021O porta-voz da polícia de Bujumbura, Pierre Nkwirikiye, mostra as armas apreendidas durante um raide na capital do Burundi em 10 de janeiro
O porta-voz da polícia de Bujumbura, Pierre Nkwirikiye, mostra as armas apreendidas durante um raide na capital do Burundi em 10 de janeiro - Sputnik Brasil
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Um documento interno das Nações Unidas aponta para três roteiros possíveis do desenvolvimento da situação no Burundi. A Sputnik soube que, no pior dos casos, a organização não poderá fazer nada.

Consta do próprio documento que a ONU não poderá proteger os civis se ocorrer um genocídio. É um dos três roteiros possíveis indicados no memorando confidencial transmitido ao Conselho de Segurança da ONU pelo chefe das operações humanitárias da organização, Hervé Ladsous.

O primeiro roteiro é uma violência "esporádica e de intensidade relativamente fraca", com a conservação do quadro político estável. Neste caso, a União Africana poderá prosseguir na sua tentativa de instalar uma parte do seu contingente militar no país.

A segunda variante aponta para uma degradação "importante" da segurança na capital, Bujumbura, e no resto do país. Haverá, neste caso, falta de um "processo político credível". A força da União Africana também não poderá ser implantada no país.

Já a terceira possibilidade é a ocorrência de um genocídio, ou seja, "violência de caráter claramente étnico e de uma envergadura e intensidade muito maiores".

© AFP 2021 / GRIFF TAPPERUma pessoa transporta em sua bicicleta um caixão em Kanyosha, subúrbio de Bujumbura, em 10 de abril de 2015
Uma pessoa transporta em sua bicicleta um caixão em Kanyosha, subúrbio de Bujumbura, em 10 de abril de 2015 - Sputnik Brasil
Uma pessoa transporta em sua bicicleta um caixão em Kanyosha, subúrbio de Bujumbura, em 10 de abril de 2015

As autoridades do Burundi opõem-se à instalação no país da Missão Africana de Prevenção e de Proteção no Burundi (Maprobu), composta por 5 mil militares.

Se o primeiro roteiro permite o apoio ao diálogo político nacional pela ONU, os dois restantes exigirão, segundo o Conselho de Segurança, o envio do contingente militar da ONU, os Capacetes Azuis.

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O memorando destaca que tal ação seria "uma medida a ser tomada como último recurso".

"A proteção dos civis será limitada a algumas zonas em Bujumbura, mesmo se for grande a probabilidade de que os civis serão ameaçados em todo o país", reza o documento, ressaltando que "os Capacetes Azuis não são uma força expedicionária".

Neste caso, de 4.000 a 10.000 militares da ONU podem chegar ao país.

A violência eclodiu no Burundi no ano passado, depois do anúncio, em abril de 2015, da candidatura do presidente Pierre Nkurunziza para o terceiro mandato. No fim do ano, em meados de dezembro, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, dizia que o país estava no limiar de uma guerra civil.

© AFP 2021 / TONY KARUMBAUm manifestante vestindo boné com uma inscrição dizendo "Nkurunziza deve cair", em inglês e em forma de uma hashtag, em um ato de dezembro de 2015
Um manifestante vestindo boné com uma inscrição dizendo Nkurunziza deve cair, em inglês e em forma de uma hashtag, em um ato de dezembro de 2015 - Sputnik Brasil
Um manifestante vestindo boné com uma inscrição dizendo "Nkurunziza deve cair", em inglês e em forma de uma hashtag, em um ato de dezembro de 2015
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