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Agressão contra muçulmanos pode levar Trump ao poder?

© AP Photo / Charlie NeibergallCandidato à presidência dos EUA pelo Partido Rebuplicano, Donald Trump
Candidato à presidência dos EUA pelo Partido Rebuplicano, Donald Trump - Sputnik Brasil
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Um site analítico pergunta se Trump será mais republicano do que os outros candidatos à presidência dos EUA.

Na atual companhia eleitoral nos Estados Unidos, o bilionário Donald Trump parece o candidato mais controverso. Ele já foi chamado de idiota, de recrutador do Daesh, de fascista, de admirador do presidente russo Vladimir Putin. O presidenciável norte-americano também é famoso por suas declarações escandalosas, inclusive com base na fé religiosa, por exemplo, ele disse que "Nós não devemos permitir a entrada de muçulmanos nos EUA".

O site analítico What They Say About USA (O que dizem sobre os EUA) colocou na sua recente publicação a pergunta “O que Trump realmente representa?”

Donald Trump, bilionário e candidato à presidência nos Estados Unidos - Sputnik Brasil
Donald Trump pede a proibição de entrada de muçulmanos nos EUA
De acordo com o site, primeiramente ele é um político carismático porque, em um tempo em que a política se tornou numa máquina de produção de medo, ele capitaliza com as suas declarações polêmicas, porque sabe como influenciar as pessoas. 

Embora esta retórica, especialmente sobre os muçulmanos, seja avaliada pelo site como excessiva e chocante e mesmo agressiva, ela representa exatamente aquilo que o Partido Republicano apoia. 

O que é importante não é o que Trump diz, mas a escala imprudente que as suas palavras têm, sublinha o artigo. 

Donald Trump - Sputnik Brasil
Donald Trump elogia liderança de Vladimir Putin e defende a Rússia na Síria
Em cada campanha eleitoral os candidatos do Partido Republicano fazem parte do movimento patriótico, tentando criar a imagem de heróis e “líderes fortes”.

O alvo que gera o medo tem, como de costume, origem estrangeira. Mas agora tornou-se uma questão interna de segurança, que abrange as questões de fronteiras, dos imigrantes e do terrorismo, nota o artigo.

Capitalizando na ameaça real, os presidenciáveis estão espalhando o medo entre os seus públicos-alvo, a fim de ganhar mais eleitores, porque as pessoas têm tendência a seguir aqueles líderes que proclamam coisas radicais e prometem segurança.

Tendo em conta que Donald Trump neste contexto mostra ser um candidato típico, o que ele realmente representa é a questão que analistas do site destacam e respondem.

“Este homem representa os aspetos do sistema que existem em todo o mundo. Os EUA são um país que desde o seu início tem estado aberto a muçulmanos e outros imigrantes. Os EUA são um país que, em teoria, um dia poderão ser governados por um muçulmano”, nota o site.

De acordo ainda com os analíticos, na arena política atual, a oposição ao mundo muçulmano “coloca as questões de segurança nacional num lugar mais prioritário”, o que é um desvio da política real. 

Quer dizer, apresentar os muçulmanos como uma ameaça é uma tática para obter um crédito extra como candidato presidencial. Se não fosse Trump, qualquer outro candidato travaria a mesma “guerra”. 

E tudo isso acontece no fundo do conhecimento geral de que os muçulmanos já se tornaram parte inseparável de sociedade norte-americana, e que esta política de agressão de curto prazo simplesmente levará ao afluxo ainda mais intenso de muçulmanos e migrantes do mundo islâmico para os EUA, opinam especialistas.

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