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Oriente Médio pretende recuperar o Natal

© AFP 2021 / ATTA KENAREUma menina posa para foto na frente de uma vitrine em Teerã
Uma menina posa para foto na frente de uma vitrine em Teerã - Sputnik Brasil
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O sultão do Brunei, Hassanal Bolkiah, implementou um decreto que criminaliza a comemoração do Natal.

Aquele quem ouse violar esta prescrição, será punido com uma multa de 20 mil dólares e cinco anos de prisão. Multa e prisão podem ir juntas ou separadamente.

Segundo declarações oficiais, a proibição se deve aos receios das autoridades locais de ver os muçulmanos fiéis desviados pelos maus hábitos.

Portanto, o sultão Bolkiah só proíbe aos muçulmanos celebrar festas alheias agora. Os cristãos e outras pessoas que confessam publicamente uma religião distinta do Islã, não são citados no decreto. Contudo, elas podem comemorar com aviso prévio às autoridades e no seio da sua casa, sem manifestá-lo publicamente.

© AFP 2021 / MANDEL NGANSultão do Brunei, Hassanal Bolkiah
Sultão do Brunei, Hassanal Bolkiah - Sputnik Brasil
Sultão do Brunei, Hassanal Bolkiah

O Ministério dos Assuntos Religiosos do Brunei enviou inspetores para assegurar-se de que não haverá enfeites de Natal nas lojas e empresas, nem representações do Papai Noel ou símbolos religiosos.

A Internet respondeu com uma campanha chamada #MyTreedom (expressão em inglês que pode ser traduzida como Meu Direito à Árvore de Natal). A campanha, realizada através da rede social Twitter, reúne os cristãos de vários países, principalmente do Oriente Médio, a publicar postagens e fotos dedicadas à celebração da festa do Natal.

​A conta no Twitter do próprio projeto até convida a "enviar uma postal de Natal ao sultão do Brunei".

 

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