A União Europeia sobrevive mais uma década?

© AFP 2022 / EMMANUEL DUNANDBandeiras da União Europeia próximo ao edifício da Comissão Europeia, Bruxelas
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A própria existência da União Europeia (UE) já está ameaçada e ninguém pode garantir que o bloco se manterá unido em dez anos, de acordo com o Presidente do Parlamento Europeu Martin Schulz.

"A UE está sob ameaça e, sem dúvida, a situação é extremamente alarmante. Ninguém pode dizer se a UE vai existir em sua forma atual daqui a dez anos", disse Schulz, em entrevista ao site de notícias tcheco Novinky.

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Segundo ele, é absurdo acreditar que cada país pode lidar sozinho com os desafios globais do século 21, que incluem a migração, o terrorismo, as alterações climáticas e a criminalidade internacional.

Schulz lamentou o fato de que alguns Estados membros da UE estejam interessados em enfraquecer o bloco, ao mesmo tempo em que acusam Bruxelas de não conseguir resolver os principais desafios da contemporaneidade.

Como exemplo, ele se referiu à falta de vontade de alguns países europeus de lidar com a crise migratória, dizendo que apenas cinco países, Grécia, Itália, Áustria, Alemanha e Suécia, arcam atualmente com todo o “fardo” de abrigar os imigrantes e refugiados.

"Se nós distribuíssemos um milhão de refugiados entre os 508 milhões de cidadãos dos 28 países da UE, teríamos resolvido este problema", disse Schulz.

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Sobre o reatamento das negociações com a Turquia sobre a sua adesão à UE, o presidente do Parlamento Europeu salientou a necessidade de discutir abertamente questões difíceis sobre o assunto, como a liberdade de imprensa e a repressão contra a minoria curda no país.

Em relação às propostas do primeiro-ministro britânico David Cameron de reformar o bloco, Schulz disse que a melhor escolha tanto para Bruxelas quanto para Londres seria manter o Reino Unido como um membro de pleno direito da UE.

"Alguns dos requisitos do primeiro-ministro britânico David Cameron são muito difíceis de implementar, na medida em que eles se relacionam com as liberdades fundamentais do mercado interno", disse Schultz, se posicionando contra a restrição da liberdade de circulação dos cidadãos.

Ao mesmo tempo, ele ressaltou a importância das propostas britânicas destinadas a transformar a UE em um projeto mais dinâmico, o que, segundo ele afirma esperar, pode conduzir a um acordo mutuamente vantajoso.

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