Movimento Sadr no Iraque se une à resistência islâmica e promete resposta mortal à Turquia

© AFP 2022 / HAIDAR MOHAMMED ALIVoluntários iraquianos xiitas no campo militar na cidade de Basra, Iraque
Voluntários iraquianos xiitas no campo militar na cidade de Basra, Iraque - Sputnik Brasil
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O Movimento Sadr é mais um grupo islâmico iraquiano a unir forças contra a invasão turca ao país. Segundo informou a agência iraniana FARS, os sadristas prometeram nesta quinta-feira (10) uma resposta mortal caso a Turquia mantenha suas tropas no Iraque.

Conselho de Segurança da ONU - Sputnik Brasil
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Segundo o movimento, se as forças turcas continuarem no país, o Iraque terá uma reação séria e a resistência islâmica irá mostrar à Turquia “novas e avançadas técnicas”, conforme disse um dos líderes do grupo, Safa al-Tamimi. Ele também afirmou que qualquer força estrangeira desde a invasão dos EUA em 2003 é considerada um alvo legítimo.

As Forças de Mobilização Popular do Iraque já haviam se comprometido a tomar as medidas adequadas contra as forças turcas se Ancara não retirar suas tropas do país. Da mesma forma, o chefe da Organização Badr, Hadi al-Ameri, afirmou na segunda-feira (7) que suas forças estão preparadas para atacar bases militares e tropas da Turquia em território iraquiano.

Turkish army's tanks at the Turkey-Iraq border . (File) - Sputnik Brasil
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Nesta quinta-feira, o Iraque cobrou uma posição internacional única ao Conselho de Segurança da ONU sobre a invasão turca. A chancelaria iraquiana afirmou que conversara com os membros permanentes do órgão e que também contava com o apoio de outros países amigos.

O apelo do Iraque aconteceu depois que o Conselho de Segurança se reuniu a portas fechadas, na quarta-feira (9), para analisar a questão a pedido da Rússia. Em 4 de dezembro, a Turquia implantou aproximadamente 150 soldados e 25 tanques em uma base na província iraquiana de Nínive sem a aprovação de Bagdá.

De acordo com Ancara, o objetivo era dar segurança aos soldados turcos implantados anteriormente na base para treinar a milícia curda que está lutando contra o Daesh (também conhecido como Estado Islâmico, grupo terrorista proibido na Rússia e em outros países). O Iraque rejeitou as alegações, salientando que as forças turcas não tinham sido solicitadas.

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