‘Irã aspira a recuperar sua posição no mercado de petróleo’

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Nesta sexta-feira (4) em Viena, Áustria, se realiza a reunião dos ministros de Petróleo e Energia dos Estados-membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). Segundo as estimativas, o fórum será destacado pela polêmica violenta porque às vésperas da reunião foi detectada uma queda dramática do preço do petróleo.

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A importância deste fórum cresce devido às divergências surgidas entre os atores principais do mercado de petróleo. Por exemplo, espera-se que os membros da organização exerçam pressão sobre a Arábia Saudita para que esse país reduza a sua produção de petróleo para amparar o preço. Pouco antes da reunião o representante do Ministério de Petróleo do Irã pelos assuntos da OPEP, Mahdi Asali, disse que os países exportadores de petróleo interessados por vender petróleo a preço razoável propuseram excluir a Arábia Saudita da organização se não respeita a sua quota. O Irã queria que os países da OPEP respeitam o quota conjunta dos países de 30 milhões barris por dia. Segundo as informações mais recentes, na sexta-feira (4) a OPEP tomou a decisão de preservar a quota de 30 milhões de barris por dia.

O especialista iraniano na área de energia Omid Shokri Kalehsar comentou a situação para a Sputnik.

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Na opinião do especialista, o Irã não considera a hipótese de sair da organização porque o Irã quer devolver a sua quota de produção de petróleo que tinha no período antes que foram introduzidas as sanções contra o país. O Irã quer receber a quota de 4,5 milhões de barris por dia.

“Agora o Irã produz 2,7 milhões de barris. Aumentando este volume até 1,8 milhões o Irã conseguirá ocupar o nicho […] no mercado de petróleo ou seja isso é cerca de 7% de todo o volume mundial”, afirmou o especialista.

Omid Shokri Kalehsar disse que o objetivo principal de muitos países-exportadores é preservar a sua posição no mercado. Ao mesmo tempo, os atritos existentes entre os membros da OPEP ameaçam a existência futura da organização.

“Se os países não conseguirem determinar uma política que respeite os interesses de todos os membros e cada pais produzir tanto petróleo quanto quer  violando a carta [da organização] e certo limite de produção a OPEP pouco a pouco perderá a sua importância no palco internacional”, disse o especialista.

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