Rússia não planeja levantar questão do Su-24 no Conselho de Segurança da ONU

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O vice-ministro da Defesa russo Gennady Gatilov revelou nesta quarta-feira (2) à Sputnik que, por ora, a Rússia não planeja levantar no Conselho de Segurança da ONU a questão de seu avião militar Su-24, abatido na Síria pela Turquia.

"Não, por enquanto não temos essas intenções" – disse Gatilov.

Ele destacou, no entanto, que a Rússia espera que o Conselho de Segurança da ONU aprecie o quanto antes a resolução russa relativa à proibição de financiamento do Daesh (Estado Islâmico).

"Tudo dependerá de como irá correr o processo de concordância, das opiniões apresentadas por outros países, das alterações, das emendas, etc. A partir disso iremos definir quando a resolução poderá ser apresentada para votação. Mas, é claro, que nós gostaríamos de fazê-lo o quanto antes, levando em conta que o problema é bastante sério e exige a mais cuidadosa das atenções e uma decisão rápida" – explicou o vice-ministro.

Ministro das Relações Exteriores russo Sergei Lavrov - Sputnik Brasil
Abate do Su-24 teve objetivo de minar processo de paz na Síria?
Gatilov revelou ainda que as novas dificuldades nas relações entre Rússia e Turquia, geradas pelo incidente com o avião russo Su-24, afetarão as próximas negociações sobre a regulação da situação na Síria. Nas suas palavras o processo será continuado assim que as partes definirem as listas de quem são os grupos terroristas atuantes do país árabe e de quem faz parte da oposição apta a assumir o diálogo com as atuais autoridades de Damasco.

As tensões entre Rússia e Turquia começaram após um jato turco F-16 ter abatido um bombardeiro russo Su-24 sobre o território sírio em 24 de novembro. Ancara alegou que o avião da Rússia tinha violado o espaço aéreo da Turquia. A parte russa, no entanto, garante que a aeronave nunca atravessou a fronteira turca.

A Rússia realiza desde 30 de setembro ataques aéreos contra posições do grupo terrorista Estado Islâmico na Síria. A operação aérea russa foi desencadeada por um pedido de ajuda militar enviado a Moscou pelo presidente da Síria, Bashar Assad.

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