‘Esqueça Estado Islâmico - Turquia é um novo califado’

© AFP 2022 / DIMITAR DILKOFFApoiante do presidente turco empunha a bandeira da Turquia, 29 de outubro de 2015
Apoiante do presidente turco empunha a bandeira da Turquia, 29 de outubro de 2015 - Sputnik Brasil
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A Europa precisa tomar uma posição mais dura em relação à Turquia visto que Ancara promove o crescimento do extremismo islâmico, que usa para consolidar a sua influência política no Oriente Médio, disse o jornalista Pascal Celerier para o site Boulevard Voltaire.

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O apoio turco ao Estado Islâmico, a derrubada do bombardeiro Su-24 e a interrupção do minuto de silêncio em homenagem às vítimas dos atentados em Paris com gritos “Allahu Akbar” no estádio turco mostram que o lado islâmico da Turquia é forte e que o país não tem a mesma atitude que tem a União Europeia quanto aos assuntos do fundamentalismo islâmico, disse o autor.

A Turquia está sonhando em se tornar uma grande potência uma vez mais. O país é essencialmente “um califado islâmico” que atualmente está em processo de tentar reestabelecer o Império Otomano, afirmou Celerier.

Na sua opinião, em breve o mundo observará uma confrontação entre Ancara e Teerã como dois capitães competiriam para se tornar o líder do novo império no Oriente Médio.

Haverá uma ascensão de “califados islâmicos” politicamente e economicamente mais potentes no futuro. A Turquia será um deles, disse o autor.

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O governo francês precisa entender que o Estado Islâmico é somente um instrumento de jogos geopolíticos. Celerier disse que o Estado Islâmico não é “o terceiro Reich“ e será derrubado em breve. Entretanto, a vitória sobre o Estado Islâmico será só uma parte do problema maior que a França e a UE enfrentam, que é a ascensão do fundamentalismo islâmico de forma mais agressiva e expansionista.

O desenvolvimento de bancos islâmicos, programas educacionais e eventos para apoiar estudos islâmicos fundamentalistas por todo o mundo é um risco que a Europa enfrenta hoje. Todavia, o Estado Islâmico é somente uma organização artificialmente criada para distrair o Ocidente duma ameaça real que está crescendo de forma encoberta, afirmou o jornalista.

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