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Países membros da ONU debatem segurança no trânsito em Conferência Global em Brasília

© Roberto Stuckert Filho/ PR Dilma Rousseff durante cerimônia de abertura da 2ª Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito
Dilma Rousseff durante cerimônia de abertura da 2ª Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito - Sputnik Brasil
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Está sendo realizada, em Brasília, a 2ª Conferência Global de Alto Nível sobre segurança no Trânsito – Tempos de Resultados.

O evento, que termina nesta quinta-feira (19), reúne 1,5 mil participantes de mais de 120 países, com o objetivo de discutir ações, medidas de prevenção e experiências bem-sucedidas para atingir a meta do Plano Global para a Década de Ações 2011-2020, das Nações Unidas, de reduzir as mortes no trânsito pela metade.

Trânsito complicado na Avenida 23 de maio, em São Paulo - Sputnik Brasil
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Brasil quer reduzir à metade, em 10 anos, o número de mortes no trânsito
Em todo o mundo, 1,2 milhões de pessoas morrem anualmente por violência no trânsito. A meta do grupo, formado por países como Rússia, que organizou a primeira conferência, Estados Unidos, Espanha, França, Austrália, Argentina, Costa Rica, Índia, México, Marrocos, Nigéria, Omã, Filipinas, África do Sul, Suécia, Tailândia, Turquia, Uruguai, além de órgãos ligados à segurança no trânsito, é a de salvar 5 milhões de vidas no planeta até 2020, por meio da adoção, pelos países comprometidos, de políticas, programas, ações e legislações que aumentem a segurança nas vias, especialmente para pedestres, ciclistas e motociclistas, que correspondem à metade das estatísticas de mortes no trânsito, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Durante a cerimônia de abertura do evento, nesta quarta-feira(18), a Presidenta Dilma Rousseff lembrou que cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial é gasto com as vítimas de acidentes de trânsito. Dilma enfatizou que é preciso um trabalho maior de conscientização para promover uma nova cultura no trânsito mundial. “Os prejuízos causados por acidentes são estimados em 3% do PIB mundial, cifra que chega a 5% nos países em desenvolvimento. Ao ser incluído na agenda 2030, o tema requer soluções construídas coletivamente, com a responsabilidade primária dos governos, mas com o aporte essencial da sociedade civil. É fundamental que a indústria automobilística incorpore tecnologias de segurança nas linhas de produção em todo o mundo. É fundamental que se padronize equipamentos, como é o caso dos capacetes. É sim responsabilidade dos governos engajarem-se nos debates do Fórum da ONU para harmonização da regulamentação de veículos.”

A Presidenta citou medidas adotadas no Brasil para reduzir acidentes e mortes, como a implantação da Lei Seca, que coíbe a mistura álcool e direção que, entre 2012 e 2013, contribuiu para diminuir as mortes em 6%.

Ela citou também a criação, em 2011, do Programa Parada – Pacto Nacional pela Redução de Acidentes, que promove ação de mobilização e educação e a preparação para atendimento médico emergencial proporcionado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o Samu, cuja cobertura alcança cerca de 150 milhões de cidadãos em 2.291 municípios.

Brasil ocupa a segunda posição no ranking da taxa de mortalidade por acidentes de trânsito no Mercosul, com 22,5 mortes por 100 mil habitantes - Sputnik Brasil
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Brasil é 5º no ranking internacional de acidentes no trânsito
Segundo dados do Ministério da Saúde, 42 mil mortes por ano no Brasil são provocadas por acidentes de trânsito. A representante do Projeto Vida no Trânsito, do Ministério da Saúde, Marta Silva, alerta que os acidentes representam alto custo para a saúde pública.  “Hoje [são gastos] cerca de R$ 200 milhões só com internações hospitalares no Sistema Único de Saúde (SAMU). Além desses, nós temos uma série de outros gastos decorrentes de todo o atendimento pré hospitalar em toda a rede de atenção, seja nas unidades de pronto atendimento, resgate pelo SAMU, como também um gasto no pós hospital, que são as pessoas que precisam de um seguimento, que às vezes ficam tetraplégicas, paraplégicas, que precisam de próteses.”

Uma das preocupações é quanto a morte de crianças vítimas de acidentes de trânsito. Segundo os dados da Organização Mundial de Saúde, 500 crianças morrem diariamente em todo mundo, vítimas de acidentes de trânsito.

A Coordenadora Nacional da ONG brasileira Criança Segura, Gabriela Freitas, chama a atenção para a necessidade da conscientização de modo a reduzir esses números. “Tem várias dicas que podemos dar, mas principalmente é que uma criança de até dez anos não ande sozinha na rua, porque ela não está pronta para julgar o trânsito, e depois de dez anos que ande tendo sido orientada. Tem que ter passado por uma série de orientações como atravessar na faixa, andar sempre na calçada. A gente fala que o melhor jeito de ensinar isso para a criança é dando o exemplo.”

Bandeiras dos países do Mercosul - Sputnik Brasil
Países do Mercosul se unem para combater aumento de acidentes de trânsito
No Brasil um dos mais importantes avanços na legislação é a lei da cadeirinha, de maio de 2010, que estabeleceu padrões de segurança para o transporte de crianças menores de dez anos. Segundo dados do Ministério da Saúde, nos últimos dez anos, o Brasil conseguiu diminuir em 36% o índice de acidentes no trânsito com crianças, o que representa uma redução de mais de 560 mortes na faixa etária de zero a dez anos.

Ao final da 2ª Conferência Global de Alto Nível sobre segurança no Trânsito, os países vão assumir novos compromissos em torno da redução de mortes e lesões causadas pelo trânsito, que estarão definidos na Declaração de Brasília sobre Segurança no Trânsito. Conforme o recém-lançado Relatório Global sobre a Situação da Segurança no Trânsito 2015, da Organização Mundial de Saúde, todos os anos, os acidentes de trânsito provocam cerca de 1,25 milhões de vítimas fatais.

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