General curdo: “ao Estado Islâmico restam três opções: retirada, rendição ou destruição”

© AFP 2022 / MARWAN IBRAHIMCombatentes curdos Peshmerga
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As tropas curdas nesta quinta-feira (12) iniciaram uma grande operação militar contra o grupo terrorista Estado Islâmico na cidade de Sinjar no norte do Iraque. A cidade é cruzada por um dos canais chaves de fornecimentos para os militantes, diz a agência France-Presse alegando um dos altos oficiais do exército.

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Já o comandante da operação da Peshmerga, forças de autodefesa curdas que combatem o Estado Islâmico, General Teyib Abdullah Gerdi, em entrevista à agência Sputnik, observou que à graças à operação contra os jihadistas, o grupo terrorista está tendo grandes perdas em equipamentos e mão de obra. 

Segundo ele, durante a operação foi eliminado chefe de inteligência do Estado Islâmico na região de Sinjar, Abu Jihad.

Teyib Abdullah Gerdi disse que não fazem parte da operação as forças do governo central do Iraque, e que luta é composta pelas tropas Peshmerga e um pequeno número de Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) e das Unidades de Proteção Popular curdas(YPG). "Mais de 7.000 combatentes do Peshmerga participam na operação, e outros de 20 mil estão prontos para lutar a qualquer momento", disse Gerdi. 

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Sobre o andamento da operação, General Gerdi disse que "a estrada que liga as regiões de Mosul e Sinjar, ficou sob o controle das tropas Peshmerga. Os Estado Islâmico está à procura de rotas de fuga. As forças Peshmerga estão usando artilharia pesada. Há agora apenas três opções ao Estado Islâmico: retirada, rendição ou ser destruído".

O comandante observou também que graças ao sucesso de Peshmerga as pessoas locais têm esperança no fim das ilegais de terroristas. "A grande maioria da população acredita em nossa força e a esperança de que a operação será concluída com êxito é grande", acrescentou Gerdi.  

Não há frente unida de combate contra o Estado Islâmico: contra o grupo lutam forças governamentais da Síria (com apoio da aviação russa) e do Iraque, coalizão internacional liderada pelos EUA (limitando-se com ataques aéreos), assim como curdos e milícias xiitas libanesas e iraquianas. Na sequência das hostilidades morreram milhares de civis e alguns milhões tornaram-se refugiados.

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