União Europeia oferece US$2 bilhões para África aceitar refugiados de volta

© AP Photo / Emilio MorenattiImigrantes recebem alimentos em campo de refugiados da cidade de Calais, no norte da França
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A União Europeia (UE) supostamente está elaborando um "plano radical" para enviar parte dos refugiados africanos que conseguiram chegar à Europa de volta para casa.

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Cerca de dois bilhões de dólares podem ser alocados para a execução do plano, através do qual Bruxelas pretende se livrar de pelo menos alguns dos 800.000 refugiados de países africanos que fugiram para a Europa. Conversações em torno da implementação da ideia deverão dominar uma reunião marcada para esta semana entre líderes europeus e africanos em Malta, de acordo com o The Wall Street Journal.

Segundo o jornal, Bruxelas está considerando a possibilidade de criar uma fundação especial para prestar assistência financeira ao Sudão, ao Quênia, a Uganda e à Etiópia, entre outros. O dinheiro seria oferecido em troca de promessas, por parte dos líderes africanos, de que receberiam de volta os hóspedes indesejáveis na no Velho Continente. Trata-se de um ponto sensível para muitos governos africanos, cujas economias se beneficiam com as remessas de dinheiro em grande escala de trabalhadores no estrangeiro.

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Além dos subsídios, a UE também teria anunciado planos para simplificar as solicitações de vistos para estudantes, médicos e empresários de países africanos, bem como para ajudá-los com a educação e o emprego na Europa.

A proposta, entretanto, deverá enfrentar certa resistência. Nigel Faraj, líder do Partido da Independência do Reino Unido, afirma que um eventual acordo dessa espécie seria loucura.

"A UE sugere parar a imigração ilegal da África por meio de sua legalização. Isso é loucura", disse ele.

Embora a Grã-Bretanha permaneça fora do espaço Schengen de isenção de vistos, área que reúne grande parte da UE continental, Londres teme que a "legalização" dos refugiados possa mais uma vez inflamar as tensões e levar milhares de imigrantes a tentar entrar no território britânico por meio do terminal francês do túnel sob o Canal da Mancha.

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