Ex-assessor de Reagan: EUA criaram Estado Islâmico para derrubar Assad

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Diante das recentes intenções dos EUA em realizar ataques em solo contra os terroristas do Estado Islâmico, Sputnik entrevistou Paul Craig Roberts, economista e ex-assistente para a política econômica durante o governo do ex-presidente dos EUA Ronald Reagan. Eis o que ele tem a dizer sobre esse assunto.

Foto de arquivo. Fuzileiros navais norte-americanos participam nos exercícios militares - Sputnik Brasil
EUA podem aumentar presença militar na Síria e no Iraque
"Acredito que tudo aquilo sobre o que Carter fala diz respeito a operações de resgate das forças especiais. Não creio que o mundo aceite mais uma invasão ilegal por parte dos EUA. O envio do exército dos EUA à Síria caracterizaria justamente uma invasão ilegal. Não creio que isso irá ocorrer. Mas aquilo que já aconteceu é o fato de Washington estar assustado com a perspectiva de seu governo fantoche no Iraque pedir ajudar à Rússia para combater o EI em território iraquiano, já que os norte-americanos não estão dando conta dessa tarefa" – disse Roberts.

Roberts acredita que caso o Iraque peça apoio militar à Rússia a exemplo da Síria, isso naturalmente excluirá os EUA da operação. Portanto, na sua opinião, Washingon está simplesmente tentando dizer: "Escutem, nós vamos cuidar mais seriamente no EI no Iraque".

"É muito difícil de fazer com que EUA se oponham ao EI, já que os EUA criaram o EI e tentam usá-lo contra Assad. Mas eu acredito que a política da Rússia na Síria obrigará os EUA a se opor ao seu próprio pessoal – o EI. E caso os EUA não se oponham ao EI no Iraque de forma mais decisiva, então haverá chance de o Iraque pedir à Rússia para fazê-lo" – concluiu o ex-assessor de Reagan.

Piloto da Força Aeroespacial russa durante voo de combate na Síria - Sputnik Brasil
Bagdá dá luz verde à Rússia para bombardear terroristas no Iraque
No início desta semana, o chefe da Comissão do Parlamento iraquiano para a Segurança Nacional e Defesa, informou a agência de notícias Fars que Bagdá deu luz verde à Moscou para realizar ataques aéreos contra EI no Iraque, pelo fato de a operação russa na Síria ter provocado o deslocamento dos terroristas do grupo para o território iraquiano.

Ainda nesta quarta-feira (28) o governo do Iraque declarou que não precisa de operações terrestres das tropas norte-americanas eu seu território e que não solicitou a sua realização junto às autoridades dos EUA.

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