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O que realmente acontece em Montenegro?

© AFP 2021 / SAVO PRELEVICProtestos em Podgorica (Montenegro)
Protestos em Podgorica (Montenegro) - Sputnik Brasil
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Várias centenas de representantes da oposição da Frente Democrática já por mais de duas semanas protestam em Podgorica contra a política do premiê Milo Djukanovic e exigindo realizar eleições antecipadas.

Por iniciar as manifestações de rua a Frente Democrática seriamente dividiu a sociedade e todos que se apostam o premiê podem se juntar ao movimento.

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Enquanto Djukanovic se aproveita abertamente do apoio ocidental, primeiramente dos EUA, após o início de comícios a embaixada norte-americana em Podgorica, embora suavemente, mas condenou a violência contra manifestantes e de repente apareceu a opinião de que o premiê perdeu o apoio de Washington.

Mesmo após o referendo sobre a independência da Sérvia realizado em maio de 2006 Montenegro continua um Estado muito dividido. Do ponto de vista de geopolítica o país mudou-se muito porque em 2008 admitiu a independência de Kosovo da Sérvia, com o qual é unida por mais de centena de anos de coexistência como o Estado único e também em 2014 introduziu sanções contra Rússia, apesar muitas asseverações de amizade duradoura.

Atualmente a cena política é dividida por dois blocos que são diametralmente opostos – um pode ser descrito como pró-OTAN e pró-Montenegro e outro é pró-Sérvia e anti-OTAN. É de notar que os acontecimentos de protesto atuais na capital favorecem ambos os lados, mas o premiê Djukanovic, que gostaria de evitar a realização de manifestações na véspera de adesão à Aliança militar.

O que a Rússia tem a ver com isso? Nada!

A Rússia expressou a sua opinião sobre os acontecimentos no país báltico em 17 de outubro, 25 dias após o início dos protestos. A nota oficial do Ministério das Relações Exteriores divulgou:

“Forma-se a opinião de que o alvo de Montenegro de se juntar à OTAN o mais breve possível prevê ao mesmo tempo a repressão de vistos alternativos.”

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A mídia controlada pelo premiê de Montenegro reagiu imediatamente e noticiou sobre a alegada “mão da Rússia” nos acontecimentos. Mas os especialistas entrevistados pela Sputnik não veem nenhum sentido neste conceito.

O colunista russo da edição online Vzglyad Yevgueni Krutikov chamou atenção ao fato de que a oposição de Montenegro não pode ser vista como pró-russa, porque apoia a neutralidade militar do seu país.

“Eu nunca tinha ouvido qualquer retórica pró-russa deles. Ninguém deles pediu a embaixada da Rússia intervir o conflito ou exigiu apoio russo”, sublinhou.

Um dos líderes da oposição, o líder do partido Nova Democracia Sérvia, Andrija Mandic, declarou que os protestos são apoiados pela maioria de cidadãos:

“Exigimos a realização de eleições honestas e transparentes em Montenegro. Por trás das nossas exigências não estão nem a Rússia, nem a Sérvia, nem a América, nem a Europa. Por trás deles só estão os cidadãos comuns de Montenegro.”

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