Médicos Sem Fronteiras acusam EUA de violar Convenção de Genebra

© REUTERS / StringerForças de segurança do Afeganistão ocupam posições durante o combate na cidade de Kunduz, norte do Afeganistão, 29 de setembro de 2015
Forças de segurança do Afeganistão ocupam posições durante o combate na cidade de Kunduz, norte do Afeganistão, 29 de setembro de 2015 - Sputnik Brasil
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O hospital da ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF), em Kunduz, no norte do Afeganistão, foi bombardeado pela Força Aérea dos EUA no último sábado, quanto cerca de 200 pessoas se encontravam na ala hospitalar. O ataque matou 22 pessoas e deixou 37 feridos.

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Em entrevista à agência Sputnik, a presidente do centro de operações da MSF em Bruxelas, Meini Nikolai, disse que “sábado de manhã começaram a realizar bombardeios sobre o hospital por via aérea, durando mais de uma hora. O bombardeio afetou o edifício principal, onde funcionava a unidade de cuidados intensivos, ambulância e fisioterapia.

Ao ser perguntada sobre a possibilidade da presença de talibãs no hospital, o que teria causado o ataque, a líder da organização negou tal hipótese. 

“Era um hospital neutro, que foi cercado por uma grade e vigiado. No interior, havia apenas pacientes e funcionários. Independente das histórias que se conte, era um hospital em atividade, onde pessoas feridas eram tratadas. E de acordo com a Convenção de Genebra para a Proteção das Vítimas de Guerra, qualquer hospital durante o período de guerra deve ter as condições para funcionar. Portanto, esta é apenas uma desculpa, não é verdade”.

“Além disso, mesmo se fosse verdade, não se pode bombardear um hospital. Por isso, não faz sentido nenhum”, acrescentou. 

Segundo Meini Nikolai, no hospital todo paciente é um paciente, e todos são tratados. “Nenhum paciente está armado e nós não olhamos para o que são as pessoas, pois se uma pessoa está ferida, ela pode se tratar no hospital. E isso também consta na Convenção de Genebra".  

 

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