Putin: Duplos padrões são principal obstáculo no combate ao Estado Islâmico

© Serviço de imprensa do Presidente russo / Abrir o banco de imagensVladimir Putin (centro) com o chanceler russo Sergei Lavrov (esquerda) durante a sessão do Conselho de Segurança Coletiva da OTSC em 15 de setembro de 2015
Vladimir Putin (centro) com o chanceler russo Sergei Lavrov (esquerda) durante a sessão do Conselho de Segurança Coletiva da OTSC em 15 de setembro de 2015 - Sputnik Brasil
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Para reforçar o combate ao Estado Islâmico e torná-lo mais eficaz, é preciso abandonar as ambições geopolíticas e os duplos padrões, disse o presidente da Federação da Rússia, Vladimir Putin, durante a reunião do Conselho de Segurança da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC) em Dushanbé, capital do Tajiquistão.

O presidente russo reiterou que a comunidade internacional deverá unir os seus esforços para combater esta ameaça – que é reconhecida como uma das ameaças principais do mundo.

“É preciso deixar ao lado as ambições geopolíticas, abandonar os assim chamados duplos padrões, da política de uso (direto ou indireto) de determinados grupos terroristas para perseguir seus objetivos individuais, inclusive para conseguir a mudança de qualquer governo ou regime que não agrade a alguém”, disse Putin.

Vários representantes da coalizão ocidental que está realizando uma operação militar no Oriente Médio contra o Estado Islâmico têm afirmado que não reconhecem o governo sírio de Bashar Assad como legítimo parceiro no combate ao grupo terrorista.

Já a Turquia, que se juntou aos combates contra os islamistas no início de agosto, anunciou, logo depois da sua entrada formal, que combateria o seu inimigo pessoal – os militantes da minoria curda, do grupo Partido dos Trabalhadores Curdos (PKK, na sigla em turco).

O Estado Islâmico (grupo terrorista que a Rússia proibiu) constitui um perigo sério para a OTSC também, acha o presidente do Quirguistão, Almazbek Atambaev, que compartilhou o seu receio durante a sua intervenção na reunião do Conselho:

“A ampliação da influência do grupo terrorista Estado Islâmico no território do Afeganistão implica uma ameaça direta à segurança da nossa região. Além disso, /também nos preocupam/ os vários fatos de recrutamento e saída dos cidadãos dos nossos países para participarem de conflitos armados do lado do Estado Islâmico e seu posterior regresso para continuarem a atividade terrorista e de recrutamento nos países da região”.

O Afeganistão, país assolado por uma contínua guerra civil com a participação do contingente da OTAN e de grupos extremistas como o Talibã e agora alvo do Estado Islâmico, compartilha fronteira com o Uzbequistão e o Tajiquistão, integrantes da OTSC.

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Além disso, o presidente russo afirmou que o mundo contemporâneo precisa de “fazer uma lista de problemas e discrepâncias” para retomar as negociações sobe a criação de um sistema de segurança “igualitário e indivisível” na região europeia atlântica.

Segundo Putin, medidas necessárias para isso incluem o respeito pela soberania nacional, a não interferência nos assuntos internos dos países e o não fomento de forças radicais e extremistas.

Por sua parte, o presidente da Armênia, Serj Sargsyan, propôs que o seu país sedie, em 2016, uma conferência sobre a segurança dos espaços cibernéticos dos Estados-membros da OTSC.

A OTSC é formada pela Armênia, Bielorrússia, Cazaquistão, Quirguistão, Rússia e Tajiquistão.

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