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Governo dos EUA bloqueia relatório com detalhes das torturas em Guantánamo

© AP Photo / Charles DharapakPrisão de Guantánamo
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O governo norte-americano bloqueou a publicação de um relatório de 116 páginas com descrição detalhada das torturas praticadas em Guantánamo em relação a um prisioneiro, disseram advogados de defesa na quinta-feira.

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Abu Zubaydah, o preso em questão, perdeu um olho e foi exposto a afogamento simulado por 83 vezes durante só um mês enquanto estava detido pela Agência Central de Inteligência (CIA), diz-se em documentos governamentais.

"Submetemos 116 páginas em 10 entregas separadas. O governo declarou que tudo isso é informação confidencial", disse à Reuters o advogado de Zubaydah, Joe Margulies.

Depois de o relatório do Senado norte-americano sobre as torturas da CIA ter sido divulgado em dezembro, o governo publicou apontamentos feitos durante entrevistas pelos advogados do prisioneiro do Guantánamo Majid Khan. O documento tinha 27 páginas com detalhes das torturas de Khan.

Khan disse que faltaram muitos pormenores das torturas ao relatório divulgado pelo Senado.

"Parece que a CIA mudou a sua atitude à ideia de deixar prisioneiros falarem sobre as suas torturas", o advogado de Khan, Wells Dixon, disse à Reuters.

O senador norte-americano Dianne Feinstein que naquela altura foi o chefe do Comité de inteligência, divulgou um resumo do relatório de 480 páginas apesar de oposição da CIA e Casa Branca.

Passado um mês depois de o resumo ter sido publicado, em janeiro de 2015, o governo norte-americano disse que introduziu novas regras em relação à informação confidencial que permitia publicar somente "declarações gerais sobre torturas" e "informações sobre condições de encarceramento".

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Margulies disse que 116 páginas de apontamentos continham só a descrição das torturas dada por Zubayda, mas não revelou informação proibida. O advogado acusou a CIA de tentar "assegurar que Abu Zubaydah nunca poderá revelar o que foi feito com ele", informa a Reuters.

Zubaydah, cidadão saudita de 44 anos, foi detido na prisão de Guantánamo durante 9 anos e não foi acusado de nenhum crime.

A prisão de Guantánamo se localiza no território de Cuba. Agora, no auge do processo de reaproximação com os EUA, Cuba reclama a devolução do território de Guantánamo, liquidando consequentemente o centro de torturas.

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