Lavrov: EUA enviam à Rússia sinais de retomada das relações

© AFP 2022 / ALEXANDER NEMENOVO simbólico botão de "reset" apresentado ao Ministro das Relações Exteriores russo Sergei Lavrov pela ex-secretária de Estado dos EUA Hillary Clinton.
O simbólico botão de reset apresentado ao Ministro das Relações Exteriores russo Sergei Lavrov pela ex-secretária de Estado dos EUA Hillary Clinton. - Sputnik Brasil
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O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, declarou que a Rússia tem recebido dos EUA sinais de retomada das relações bilaterais dos dois países.

“Ainda não são muito claros [os sinais], mas o entendimento de que aquilo que eles fizeram alguns anos atrás, quando abandonaram o funcionamento da Comissão Presidencial e do 21° grupo de trabalho, – esse entendimento já está à vista” – disse Lavrov ao discursar durante o fórum juvenil “Território dos significados, em Kliazma”.

O chanceler russo destacou ainda que a Rússia não irá se opor a propostas dos EUA em restabelecer seus canais de comunicação.

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A situação na Ucrânia tornou-se um obstáculo entre Moscou e Washington, levando à deterioração das suas relações bilaterais em 2014. Os Estados Unidos acusaram a Rússia de participar do conflito ucraniano. Moscou tem afirmado repetidamente que não tem interferência no conflito interno ucraniano e que possui interesse na resolução pacífica do confronto. Mas os EUA junto com os aliados da União Europeia, Japão e outros países introduziram sanções econômicas contra a Rússia.

Em seguida, foram implementadas medidas restritivas em relação a setores inteiros da economia russa. Em resposta, a Rússia restringiu a importação de produtos alimentares de países que impuseram as sanções.

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Washington afirmou que os dois países ainda podem cooperar em uma série de questões, apesar das divergências sobre o conflito da Ucrânia, enquanto Moscou manifestou disponibilidade para continuar a cooperação, mas só nos termos de respeito mútuo.

Lavrov já chegou a afirmar, com relação ao conflito ucraniano, que Washington deveria influenciar Kiev para que este não permita cenários militares e inicie o processo político mediante um diálogo direto com Donetsk e Lugansk.

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