Japão diz que quer diálogo construtivo com a Rússia sobre as Curilas

© Sputnik / Dmitry Astakhov / Abrir o banco de imagensO premier da Rússia, Dmitry Medvedev, em vista às ilhas Curilas
O premier da Rússia, Dmitry Medvedev, em vista às ilhas Curilas - Sputnik Brasil
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O Ministério das Relações Exteriores do Japão divulgou um comunicado na noite deste sábado pedindo à Rússia uma posição construtiva, que favoreça o desenvolvimento das relações entre os dois países, abaladas pelos constantes atritos envolvendo as disputadas ilhas Curilas.

Primeiro-ministro da Rússia Dmitry Medvedev - Sputnik Brasil
Premiê russo anuncia alargamento da plataforma continental do país
Mais cedo, o primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, disse em visita a Iturup, que faz parte do arquipélago das Curilas, que a Rússia quer ser amiga do Japão, mas que essa questão não deve estar ligada às Curilas, que são parte constituinte da Federação Russa.

Medvedev, que foi ao local para examinar os trabalhos de construção pertencentes ao programa de desenvolvimento regional, aproveitou para anunciar a assinatura da resolução que estabelece a fronteira russa na plataforma continental do mar de Okhotsk, o que dá ao país um território adicional de 50 mil km² em sua plataforma continental, numa região altamente rica em recursos naturais. 

O Japão, que reivindica quatro ilhas do arquipélago, incluindo Iturup, com base no Tratado Bilateral de Comércio e Fronteiras que assinou com a Rússia em 1855, criticou duramente ao longo da semana a visita do premier russo ao local, descrevendo-a como lamentável. 

"Nós estamos preocupados com as ações unilaterais da Rússia em relação aos Territórios do Norte (Curilas). Pedimos uma posição construtiva para continuar desenvolvendo as relações bilaterais, sobretudo na questão do tratado de paz", informou a chancelaria japonesa neste sábado. 

As ilhas Curilas passaram a fazer parte da União Soviética após a Segunda Guerra Mundial, como resultado de uma série de acordos internacionais, assinados por diversos países. Mas Tóquio condiciona a assinatura de um tratado de paz definitivo com Moscou à devolução dessas ilhas, que hoje são administradas pela Federação Russa, sucessora legítima da União Soviética.

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