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Opinião: Manifestações pró e contra Dilma são termômetros para eleições municipais de 2016

© Paulo Pinto/ Agência PTManifestação contra o impeachment de Dilma, no Largo da Batata, em São Paulo
Manifestação contra o impeachment de Dilma, no Largo da Batata, em São Paulo - Sputnik Brasil
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A semana política brasileira foi marcada por mobilizações no domingo (16) e na quinta-feira (20), contra e a favor do Governo da Presidenta Dilma Rousseff. Para o analista Creomar de Souza, professor da Universidade Nacional de Brasília, elas podem definir as eleições municipais do ano que vem.

Presidente do Brasil Dilma Rousseff está sorrindo à chegada ao aeroporto nacional da Cidade do México em 25 de maio de 2015. - Sputnik Brasil
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PT, estudantes e centrais sindicais pró-Dilma saem às ruas nesta quinta-feira
Para Creomar de Souza, a manifestação de quinta-feira (20), a favor do Governo, tinha mais um cunho de desagravo do que o objetivo de reunir um grande número de pessoas:

“Podemos dizer que o Governo poderia ter esperado um suporte maior das ruas, maior adesão, principalmente daqueles indivíduos, dentro da tomada de decisão, que tenham mais dificuldades de entender as peculiaridades que o país tem no presente momento, e as incapacidades do que o Governo tem mostrado no sentido de compreender a fundo quais são os desejos e anseios das pessoas nas ruas.”

O especialista continua:

“Nesse aspecto, eu acho que o Governo esperava mais. Só que, de outro lado, sobretudo naqueles indivíduos que sejam mais realistas dentro da tomada de decisão, as manifestações estão dentro do esperado, muito mais uma tentativa de desagravo daqueles grupos que historicamente estão próximos ao PT do que na verdade uma grande participação ou adesão popular no sentido de uma causa de defesa do Governo.”

Ao analisar o perfil atual do Partido dos Trabalhadores, o professor atenta para dificuldades de consenso na tomada de decisões dentro do PT. “É um partido que, de certa maneira, não tem consenso interno acerca de quais são as prioridades. Basta ver a dificuldades do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, para levar adiante o ajuste fiscal, não só no que diz respeito aos votos da oposição no Congresso mas sobretudo às cobranças que ele recebe do PT no Congresso, e os enfrentamentos que ele tem que encarar mesmo dentro do Ministério.”

Manifestantes gritam slogans anti-governamentais segurando uma bandeira gigante com a palavra Impeachment escrito, durante os protestos do domingo contra corrupção e desaceleração econômica que se expandiram por todo o país, e contaram com a participação de milhares de pessoas. São Paulo, 16 de agosto de 2015. - Sputnik Brasil
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Diante do quadro político atual, o Professor Creomar de Souza acredita que as eleições municipais de 2016 vão ser determinantes no que diz respeito à satisfação ou não sobre o atual Governo:

“Eu acredito, sim, que as eleições municipais do ano que vem vão ser um bom termômetro para medir o grau de satisfação e até mesmo, tanto para a oposição quanto para a situação, determinar os espaços de construção de discursos. E se esses grupos políticos forem atentos, eles vão ter a capacidade de entender até que ponto aquilo que eles estão falando é palatável ou não ao eleitorado.”

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