Kremlin não exclui resposta desproporcional às sanções dos EUA

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O porta-voz do presidente da Rússia, Dmitry Peskov, declarou que, apesar de não ser um objetivo, o Kremlin não exclui ações assimétricas em resposta à ampliação das sanções porte dos EUA.

"Em geral, numa troca de sanções como esta, a reciprocidade é, sem dúvida, um princípio básico. No entanto, não se deve excluir algumas ações assimétricas. Mas, irei repetir novamente, isso não é um  objetivo em si. A nossa relação diante desse tipo de decisão por parte dos EUA é bem conhecida e imutável. Nós acreditamos que essas sanções são ilegais, que elas contrariam o direito internacional, que elas causam graves prejuízos às relações bilaterais, e que, principalmente, elas representam passos que o lado americano dá sem motivo aparente e sem perseguir qualquer objetivo concreto" – disse Peskov em entrevista coletiva, resposdendo à pergunta sobre quais serão as respostas da Rússia à prorrogação das sanções pelos EUA.

"Infelizmente, esses passos não trarão nada além de negativo" – acrescentou Peskov.

Primeiro-ministro da Finlândia, Timo Soini. Foto de arquivo - Sputnik Brasil
Finlândia exige que EUA expliquem suas sanções
Na quinta-feira, 30, o ministério das Finanças dos EUA informou sobre a introdução de sanções em relação a novas 11 pessoas físicas e 15 pessoas jurídicas da Rússia. A lista inclui, entre outros, o empresário Roman Rotenberg e o filho do ex-presidente da Ucrânia Aleksader Yanukovich. Na relação também constam a Fábrica Mecânica de Izhevsk, a empresa Izhmash, uma série de portos comerciais da Crimeia, e subsidiárias do banco Vnesheconombank (VEB) e da petrolífera Rosneft.

Comentando a resolução, o porta-voz da embaixada dos EUA em Moscou, Willian Stevens, assegurou que a decisão "não representa uma escalada, mas um passo rotineiro para reforças as medidas restritivas já existentes". Ele destacou ainda que a ação está ligada à votação do Conselho de Segurança da ONU desta semana, na qual a Rússia usou o seu poder de veto.

Bandeiras da Rússia e União Europeia - Sputnik Brasil
Mais seis países apoiam prolongamento de sanções contra Rússia
As relações entre a Rússia e o Ocidente deterioraram-se por conta da situação na Ucrânia. Em julho do ano passado, a UE e os Estados Unidos aplicaram sanções pontuais contra certos indivíduos e empresas da Rússia. Em seguida, foram implementadas medidas restritivas a setores inteiros da economia russa. Em resposta, a Rússia restringiu a importação de produtos alimentares de países que impuseram as sanções. Moscou tem afirmado repetidamente que não tem interferência no conflito interno ucraniano e possui interesse na resolução pacífica do confronto.

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