China apoia posição russa na investigação do acidente do voo MH17 na Ucrânia

© AFP 2022 / MENAHEM KAHANAObras de resgate no local da queda do voo MH17, em Donbass
Obras de resgate no local da queda do voo MH17, em Donbass - Sputnik Brasil
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A Malásia introduziu no Conselho de Segurança da ONU um projeto de resolução sobre a criação de um tribunal internacional de investigação do acidente do voo MH17, que foi abatido no leste da Ucrânia em julho de 2014.

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A seguir nesta terça-feira a chancelaria russa divulgou um comentário após encontro do vice-ministro Gennady Gatilov com os ministros do Exterior da Austrália, Bélgica, Holanda, Malásia e Ucrânia. A chancelaria russa sublinhou que a própria colocação da questão sobre a criação de tribunal internacional sobre o acidente do MH17 é contraprodutiva e extemporânea. 

“Foi lançado um apelo para voltar ao quadro jurídico da resolução 2166 [resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre necessidade de investigação independente, multilateral e escrupuloso do acidente] que resta como a única base aceitável para a colaboração da comunidade internacional no estabelecimento das razões da queda do avião malaio”, diz-se no comunicado do Ministério do Exterior russo. 

A chancelaria russa notou que até o momento não havia precedentes de criação de tribunais internacionais para começar ações penais contra as pessoas culpadas em ações contra aviação civil:

“Ninguém apresentava propostas de criar o tribunal em 1988, quando foi abatido o avião civil iraniano acima do golfo Pérsico, ou em 2001 após a catástrofe com o avião civil da empresa russa Sibir (Sibéria). A pressa em promoção da resolução e a sua ampla zona de aplicação fazem pensar que alguns Estados tentam achar o pretexto para manipular a tragédia com MH17 para exercer pressão sobre a Rússia”.

Entretanto a China solidariza-se com a posição russa apoiando o ponto de vista de que a investigação do acidente com Boeing malaio na Ucrânia em julho de 2014 deve ser realizada com base na resolução 2166, tomada pelo Conselho de Segurança da ONU, declarou nesta quinta-feira a chancelaria chinesa à agência noticiosa russa RIA Novosti:

“A catástrofe do avião civil da Malaysia Airlines MH17 é a tragédia. O lado chinês apoia a investigação independente, justo e objetivo de acordo com a resolução 2166 do Conselho de Segurança da ONU e chamar os culpados à responsabilidade”.

O Ministério das Relações Exteriores da China também exprimiu a esperança de que o “Conselho de Segurança conseguirá manter a unidade e garantirá a resolução da questão sobre MH17 de modo devido”.

Em 17 de julho de 2014 um avião da Malaysia Airlines que fazia o voo MH17 entre Amsterdã e Kuala Lumpur caiu no sudeste da Ucrânia (Donbass). Todas as 298 pessoas a bordo da aeronave morreram no acidente.
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