Racismo vice-versa: Homens brancos não são aceitos na Polícia sueca

© AFP 2022 / JONATHAN NACKSTRANDUm polícial na cidade de Estocolmo
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Durante muitos anos a Polícia negava e tentava esconder a situação em torno da discriminação sexual e étnica na admissão à Academia de Polícia.

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Mas a recente decisão do tribunal de Estocolmo esclareceu tudo, escreve a edição sueca FriaTinder. A Polícia violava a lei sobre discriminação e agora está obrigada a pagar recompensa aos quatro homens que foram alvos da descriminação. 

Alguns anos atrás Daniel Stahl e mais três homens suecos iniciaram um processo penal contra a polícia por causa de discriminação durante a admissão ao estudo na Academia de Polícia. Eles pediram também a ajuda do Centro de Justiça sueco. 

Assim como milhares de outros pretendentes que tentaram entrar na Academia, eles foram eliminados por causa da descriminação sexual e étnica. A razão é que na Academia desde muito tempo há quotas de admissão de mulheres e migrantes. 

Por causa disso, apesar de dois terços de pretendentes serem homens, e apesar de eles obtiverem melhores notas nos testes físicos e de língua, as mulheres obtiveram uma metade de lugares. Tal descriminação teve lugar no aspecto étnico também. 

Na véspera da audiência principal do tribunal de Estocolmo a Polícia não teve outro remédio senão recuar. Alguns dias atrás o tribunal obrigou a polícia a cobrir todas as despesas das vítimas, nomeadamente cem mil krones suecos (cerca de 37 mil reais brasileiros) a cada um. 

“O que aconteceu é muito importante. A Polícia confessou oficialmente que tinha admitido descriminação sexual e étnica. Nós iremos vigiar o assunto para que isto não se repita na Polícia ou em qualquer outro lugar”, manifestou Clarence Crafoord, chefe do Centro de Justiça e advogado neste caso. 

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Porém não está claro como a justiça sueca irá sair desta “cilada jurídica” que ela mesma criou. Porque as leis na Suécia que lutam contra descriminação obrigam as organizações a introduzir quotas de admissão de representantes de camadas vulneráveis da sociedade, inclusive, por exemplo, migrantes. Mas neste caso os direitos de representantes decentes da maioria são prejudicados – eles são privados da possibilidade de concorrer com os pretendentes privilegiados de igual para igual. Assim ironicamente a luta contra discriminação gera discriminação.

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