Parceria Oriental não prevê ampliar UE e cooperar com Rússia

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A quarta cúpula da Parceria Oriental, que será realizada na capital da Letônia na quinta e sexta-feira, não vai trazer um grande avanço no processo de integração europeia da Ucrânia e da Geórgia, dizem os participantes.

Parceria Oriental é um projeto da União Europeia para o fomento da cooperação com repúblicas europeias e caucasianas pós-soviéticas. Três dos seis países-participantes, Ucrânia, Moldávia e Geórgia assinaram, em 2014, um acordo de associação com a UE. De acordo com o serviço de imprensa do Conselho Europeu, na cúpula vão participar os líderes dos 28 países da UE e os representantes dos seis Estados do programa da parceria.

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Como esperado, os participantes vão discutir em Riga os esforços para acalmar a crise política na Ucrânia e a necessidade de uma resolução rápida e pacífica de outros conflitos na região: em Transnístria, Nagorno-Karabakh e também na Abkházia e Ossétia do Sul, disse a agência russa RIA Novosti um representante da UE. Segundo ele, os parceiros terão também a oportunidade de falar sobre energia e sobre a próxima reforma da vizinhança europeia.

No entanto, de acordo com os especialistas, soluções inovadoras não são de esperar, e menos no assunto da liberalização do regime de vistos. Conforme relatou anteriormente a Comissão Europeia, não haverá proposta sobre regime de isenção de vistos para a Ucrânia e a Geórgia. Mais cedo, a chefe da delegação da Assembleia Parlamentar da OSCE, Doris Barnett, disse que a Ucrânia primeiramente precisa "se curar" antes que possa entrar na União Europeia ou na OTAN.

As decisões sobre o alargamento da UE também não serão discutidas na cúpula, disse uma fonte oficial europeia. A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou o mesmo:

“O formato de Parceria Oriental não é uma ferramenta para o alargamento da UE. Não devemos causar expectativas artificiais, porque não seremos capazes as executar. Nós sabemos isso, e eu tento transmitir essa visão para os nossos parceiros orientais”.

Ela também acrescentou que este projeto internacional não é dirigido contra a Rússia.

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Mas há outro ponto de vista. De acordo com o The Guardian, a União Europeia criou a Parceria Oriental com a expectativa de que o programa possa interferir a influência da Rússia nas ex-repúblicas soviéticas. Mas não prometeu a nenhum participante que seria aceito pela UE.

Como escreve o jornal, o conflito no leste da Ucrânia no ano passado perturbou completamente os planos da União Europeia e além disso dois dos seis países, Bielorrússia e a Armênia, se juntaram à União Económica da Eurásia (UEE), que consideram como um concorrente da UE.

De acordo com o cientista político, membro do Centro de Pesquisa de Roland Mousnier, Thomas Flichy de la Neuville, para atingir a verdadeira Parceria Oriental, é necessário incluir a Rússia nessa aliança:

“Se olhar no mapa, torna-se evidente que os países-membros da Parceria Oriental representam uma zona tampão entre a UE e a Rússia. Mas nós sabemos que não há nem unidade na UE, nem política única em relação a estes países. Além disso, os Estados-membros da Parceria Oriental têm opiniões divergentes sobre muitas questões, e eles não constituem uma unidade. Acho que essa parceria é uma instituição bastante artificial”.

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