Relatório revela que violência provocou número recorde de deslocados internos no mundo

© AFP 2022 / SIA KAMBOUCampo de refugiados nigerianos em Baga Sola (Chade)
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A ONU divulgou na quarta-feira (6) o relatório “Panorama Global 2015: Deslocados internos por conflito e violência” revelando um número recorde, quebrado por três anos consecutivos, de pessoas obrigadas a deixar suas casas em busca de segurança.

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Segundo o documento produzido pelo Centro de Monitoramento do Deslocamento Interno, organismo ligado ao Conselho Norueguês para Refugiados, no final de 2014 havia no mundo 38 milhões de pessoas descoladas em seus próprios países em virtude da violência. Deste total, 11 milhões de deslocamento teriam acontecido no ano passado, o que representa uma média de 30 mil pessoas por dia.

O secretário-geral do Conselho, Jan Egeland, lamentou a quantidade de deslocados existentes atualmente, número equivalente ao somatório das populações de Londres, Nova York e Pequim. “Esses são os piores dados de deslocamento forçado em uma geração, o que assinala nosso fracasso em proteger civis inocentes. Diplomatas globais, resoluções da ONU, negociações de paz e acordos de cessar fogo perderam a batalha contra a crueldade de homens armados que são guiados por interesses políticos ou religiosos em vez de imperativos humanos.”

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O quadro sombrio foi desenhado ainda mais negro pelo alto comissário assistente para proteção do Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR), Volker Türk. Segundo ele, muitas pessoas são forçadas a sucessivos deslocamentos, o que os leva a cruzarem a fronteiras e tornarem-se refugiados.

Turk também afirmou que a situação leva aos deslocados a atos extremos. “Como vimos recentemente no Mediterrâneo, por exemplo, o desespero leva as pessoas a tentarem a sorte e arriscarem a vida em perigosas travessias de barco. A solução óbvia está em um esforço conjunto para levar paz a países arrasados pela guerra.”

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