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Indonésia executa brasileiro e outros sete condenados por tráfico

© AFP 2022 / STR/AFPO brasileiro Rodrigo Gularte, condenado à morte na Indonésia por tráfico de drogas
O brasileiro Rodrigo Gularte, condenado à morte na Indonésia por tráfico de drogas - Sputnik Brasil
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O brasileiro Rodrigo Gularte e outros sete presos condenados por tráfico de drogas foram executados nesta terça-feira, na Indonésia. O fuzilamento aconteceu no início da tarde, no horário de Brasília.

A Indonésia já havia confirmado que executaria os condenados nesta terça-feira, apesar das pressões internacionais e da angústia dos familiares que se despediam dos réus. Apenas a filipina Mary Jane Veloso, que estava no grupo dos condenados, não foi executada porque, segundo a Agência Estado, uma mulher que supostamente a usou para entrega de drogas se entregou à polícia.

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No grupo de condenados levados ao fuzilamento estavam dois australianos (Andrew Chan e Myuran Sukumaran), três nigerianos (Raheem Agbaje, Silvester Obiekwe Nwaolise e Okwudili Oyatanze), um ganês (Martin Anderson) e um indonésio (Zainal Abidin), além do brasileiro Rodrigo Gularte.

Gularte foi preso em julho de 2004, quando tentou entrar na Indonésia com uma prancha de surfe recheada de cocaína. A justiça local decretou sua pena no ano seguinte. Até a última semana, a defesa de Gularte tentou convencer a Justiça da Indonésia de que ele precisava de tratamento psiquiátrico, mas não obteve sucesso. Ele foi o segundo brasileiro morto no país este ano. Marco Archer Cardoso Moreira, também condenado por tráfico, foi fuzilado em janeiro junto com outros cinco presos.

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A condenação à pena capital de estrangeiros na Indonésia gerou protestos de muitos países. O Brasil e a Noruega chamaram de volta seus embaixadores em fevereiro. A Presidente Dilma Rousseff negou temporariamente as credenciais do novo embaixador indonésio no Brasil.

O presidente indonésio, Joko Widodo, assumiu em 2014 fazendo do combate ao tráfico internacional de drogas uma bandeira. Ele negou clemência aos condenados e, durante todo o tempo, declarou que a pena de morte é parte do sistema legal da Indonésia e frisou que outros países não devem interferir em sua política. "Nada vai intervir na execução da pena capital, porque é nossa soberania legal, nossa soberania política."

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