Moscou acusa Kiev de impedir trabalho da OSCE enquanto combates se intensificam

© REUTERS / Gleb GaranichOSCE controla o movimento do material blindado ucraniano em Donbass
OSCE controla o movimento do material blindado ucraniano em Donbass - Sputnik Brasil
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Moscou está indignada com o fato que militares ucranianos realizam verificações ilegais dos observadores da OSCE em Donbass, os soldados também fazem ameaças verbais contra os participantes da missão, o que é absolutamente inadmissível, diz-se no comentário da Chancelaria russa, divulgado nesta segunda-feira (27).

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O Ministério do Exterior russo prestou atenção ao fato de nos relatórios da OSCE na Ucrânia serem cada vez mais frequentes descrições de casos de inspeção de veículos, verificação de documentos e cidadania dos representantes da OSCE por militares ucranianos e membros dos batalhões voluntários. Os militares ucranianos costumam também perguntar aos observadores internacionais se há cidadãos da Rússia entre eles. 

“O Ministério das Relações Exteriores da Rússia apela insistentemente às autoridades ucranianas para pararem a prática de inspeções ilegítimas dos observadores da OSCE e cumprirem integralmente as suas obrigações internacionais, inclusive em relação à missão especial de monitoramento”, diz-se no comentário.

A criação de obstáculos ao trabalho da missão da OSCE por parte dos militares ucranianos é uma violação direta dos Acordos de Minsk, cujo terceiro ponto visa “garantir, por parte da OSCE, o monitoramento efetivo e verificação do regime do cessar-fogo e retirada de armamentos pesados desde o primeiro dia da retirada, com o uso de todos os meios técnicos necessários, inclusive satélites, veículos aéreos não tripulados (VANTs), radares etc.”.

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Enquanto isso, os representantes da OSCE registraram repetidos bombardeios esporádicos nas proximidades da aldeia de Shirokino, no sudeste de Donbass, que tinha sido considerada parte neutra no conflito antes de ser ocupada pelas forças governamentais ucranianas em fevereiro de 2015. 

“Em 26 de abril a missão especial de monitoramento observou o que ela classificou como o bombardeio mais intenso de Shirokino (20 quilômetros a leste de Mariupol) desde o recomeço de hostilidades na área, em meados de fevereiro de 2015”, diz-se num relato publicado neste domingo (26). 

Segundo os observadores, a troca de tiros envolveu disparos de armas ligeiras, metralhadoras, granadas-foguete e lança-granadas. 

Os drones da missão especial de monitoramento também registraram a presença de 11 tanques e quatro veículos blindados de transporte de pessoal 15 quilômetros a norte de Shirokino, tendo ainda fixado, neste domingo, 69 disparos de tanque na área. 

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Será que a Ucrânia, dificultando o trabalho dos observadores da OSCE, prepara uma ofensiva como temem os representantes da República Popular de Donetsk e quer se livrar de testemunhas indesejadas?

Kiev está realizando, desde meados de abril, uma operação militar para esmagar os independentistas no leste da Ucrânia, que não reconhecem a legitimidade das novas autoridades ucranianas, chegadas ao poder em resultado do golpe de Estado ocorrido em fevereiro de 2014 em Kiev. Segundo os últimos dados da ONU, mais de seis mil civis já foram vítimas deste conflito.

Desde 9 de janeiro, a intensidade dos bombardeios na região aumentou, bem como o número de vítimas do conflito. Isto fez regressar ambas as partes às negociações.  O novo acordo de paz, firmado em Minsk entre os líderes da Rússia, da Ucrânia, da França e da Alemanha, inclui um cessar-fogo global no leste da Ucrânia. Segundo o acordo, o armistício deve ser seguido pela retirada das armas pesadas da zona de conflito.

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