Pentágono: potencial militar da Rússia e China cresceu mais do que EUA previam

© Sputnik / Anton Denisov / Abrir o banco de imagensForça Aérea russa treina para a parada militar do Dia da Vitória em Moscou
Força Aérea russa treina para a parada militar do Dia da Vitória em Moscou - Sputnik Brasil
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Enquanto os Estados Unidos participavam nos conflitos no Afeganistão e no Iraque, Moscou e Pequim alcançaram um crescimento significativo das suas capacidades militares, disse aos jornalistas o subsecretário da Defesa dos EUA, Bob Work, depois da discussão com os líderes do Comando Europeu em Stuttgart, Alemanha.

"Ao longo dos últimos 13 anos de guerra no Iraque e no Afeganistão, o potencial militar da Rússia e da China aumentou mais rápido do que prevíamos”, informa o site do Pentágono, citando Work.

“Tentamos fazer a Rússia e a China nossos parceiros no âmbito da ordem internacional global. Não queremos brigar com eles. As questões-chave que enfrentamos é saber quais são seus objetivos, como os podermos conter e evitar uma escalada das crises ”, disse o subsecretário.

Ele acrescentou que agora o Comando Europeu precisa de renovar seus conhecimentos de inteligência sobre Rússia que já teve quando o comando era o principal apoio dos EUA na época da contraposição com a União Soviética

"O Comando Europeu está refletindo nas muitas lições da Guerra Fria e na necessidade de pensarmos de novo", acrescentou.

Rotina dos batalhões de mísseis antiaéreos da Rússia - Sputnik Brasil
Rotina dos batalhões de mísseis antiaéreos da Rússia
Anteriormente o comandante das Forças Armadas Russas, General Valery Gerasimov falando na IV Conferência Internacional de Segurança de Moscou, informou que o número de exercícios da OTAN quase duplicou em 2014. Segundo o oficial, a Aliança acusa a Rússia de ter uma política externa agressiva para justificar a sua própria existência e expansão.

Ainda segundo Gerasimov, a implantação de um sistema norte-americano de defesa antimísseis na Europa é mais um passo dado pelos EUA e seus aliados para tentar alcançar a supremacia global e destruir o atual sistema de segurança internacional. Tratar-se-ia de "mais uma ameaça militar significativa para a Federação Russa” e de “um problema crescente na manutenção da estabilidade estratégica no mundo", segundo ele.

 

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