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Opinião: Europa não terá alternativa à energia russa no futuro próximo

© REUTERS / Laszlo Balogh Sistema de distribuição de gás in Beregdaroc, um dos pontos de trânsito do gás russo para UE
Sistema de distribuição de gás in Beregdaroc, um dos pontos de trânsito do gás russo para UE - Sputnik Brasil
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Os países europeus importam da Rússia cerca de 35% do volume total de recursos energéticos consumidos. Isso não deve mudar no futuro, revelou a especialista alemã em energia e proteção do meio ambiente, Claudia Kemfert, à SNA Radio da Alemanha.

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Para a Europa, a Rússia continua sendo um fornecedor de energia muito importante. Isso se aplica tanto ao gás, quanto ao petróleo. Os países europeus importam da Rússia cerca de 35% do volume total de recursos energéticos consumidos. Isso não deve mudar no futuro, revelou a especialista alemã em energia e proteção do meio ambiente, Claudia Kemfert, à SNA Radio (Alemanha).

Segundo Kemfert, a Rússia sempre foi um fornecedor seguro. Agora a Europa precisa reagir à crise atual e pretende adotar medidas concretas. Por um lado, será adotada a estratégia de diversificação. Isso significa que, no futuro, a Europa pretende consumir gás de diversos países. Por outro lado, está sendo desenvolvido o trabalho de fortalecimento das próprias bases energéticas, através das novas fontes de energia e da economia.   

A Rússia, sob uma perspectiva global, continua sendo um importante exportador de energia para além da Europa. Ela também tenta uma estratégia de diversificação. Nesse contexto, é importante mencionar a Ásia. Gasodutos e oleodutos para a China estão em fase de planejamento. Além disso, a Rússia está visando aumentar o seu papel no mercado internacional através do aumento de produção de gás líquido. Terminais para esse tipo de gás, aliás, que a Europa está construindo na Itália, Espanha, Holanda e países bálticos. Essa tendência deverá ser mantida no futuro.  

Quando perguntada sobre a atual negociação da Rússia, Ucrânia e UE, a alemã disse que Kiev estaria blefando, ao afirmar que não precisa de gás russo. Abandonar o gás russo, a curto prazo, seria simplesmente impossível. Cada lado da negociação está defendendo o seu ponto de vista, mas um acordo deve ser celebrado no final. Neste momento, com o verão chegando na Europa, as negociações não estão muito acaloradas, pois a necessidade por gás fica mais urgente somente no inverno. De qualquer maneira, Kemfert disse acreditar em um possível acordo satisfatório para todas as partes no dia 14 de abril, durante a próxima reunião sobre o tema em Bruxelas.  

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Voltando à diversificação, a especialista alemã disse não acreditar que o gás de xisto norte-americano viria a suprir as necessidades europeias. Por enquanto, os EUA estariam mais preocupados em abastecer o próprio mercado e a capacidade de exportação de gás em grande escala ainda não foi posta à prova. Por outro lado, mesmo no caso do aumento das exportações dos Estados Unidos, o cliente preferencial seria, provavelmente, o mercado asiático, disposto a pagar um preço mais alto pelo recurso energético. Por isso, mesmo com a diversificação das fontes de energia, a Europa ainda estaria somente visualizando as possíveis saídas da dependência russa.

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