Opinião: CIA esconde dados de investigação do MH17 porque estes favorecem a Rússia

© Sputnik / Mikhail Voskresensky / Abrir o banco de imagensRestos do Boeing caído no leste da Ucrânia
Restos do Boeing caído no leste da Ucrânia - Sputnik Brasil
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O jornalista norte-americano Robert Perry declarou à emissora Sputnik que a CIA nunca divulgará a vasta informação sobre o avião da Malaysia Airlines que caiu no leste da Ucrânia.

A agência de inteligência norte-americana (CIA, na sigla em inglês) tem vasta informação sobre o avião que caiu em 17 de julho de 2014 no leste da Ucrânia, mas esta nunca será divulgada porque não está de acordo com a posição oficial dos EUA sobre o fato de que o avião foi abatido por milícias de Donbass.

Perry tornou-se famoso após a investigação jornalística do caso do Irã-Contras, sobre a ajuda dos EUA aos Contras da Nicarágua, sobre o tráfico de cocaína nos EUA, bem como sobre o acidente do voo MH17. O jornalista publicou fatos que comprovam que a aeronave foi abatida pelas forças armadas ucranianas.

Segundo o jornalista, ele pediu oficialmente à CIA para fornecer-lhe os dados mais recentes da inteligência dos EUA sobre a investigação do acidente com o avião, mas recebeu a mesma informação que tinha sido divulgada em 22 de julho do ano passado, quer dizer cinco dias após a tragédia. Ele declarou à Sputnik:

“É óbvio que a inteligência tem dados mais recentes sobre a investigação, mas não quer divulgá-los. A razão é que não existe a evidência de que o avião foi abatido por meio de um míssil russo lançado por milícias. E mais do que isso: a CIA possui dados que indicam que outra coisa provocou a queda do avião.”

Segundo Perry, fontes confiáveis lhe dizem que a CIA tem realizado várias investigações sobre o desastre com base nos dados mais recentes da inteligência. Apesar disso, eles continuam dizendo que não têm novos dados:

“Eles têm muitos dados sobre o MH17, […] não só imagens de satélite, mas também muitos dados interceptados. Não quero divulgar segredos, mas os EUA realmente têm a possibilidade de espionar todo o mundo, mesmo as conversas telefônicas. E eles analisam a informação. Mas não vão compartilhar.”

O relatório final sobre o inquérito deverá ser emitido pelo Conselho de Segurança da Holanda em meados de 2015.

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