Negociador iraniano demonstra confiança na conquista de um acordo nuclear

© AP Photo / Vahid SalemiAli Akbar Salehim chefe da Organização para Energia Atômica do Irã
Ali Akbar Salehim chefe da Organização para Energia Atômica do Irã - Sputnik Brasil
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O principal negociador nuclear do Irã, Ali Akbar Salehi, fez uma avaliação bastante otimista nesta terça-feira a respeito das negociações sobre o programa nuclear de Teerã com Estados Unido e seu parceiros, realizadas na Suíça.

Agora em sua segunda extensão, as negociações avançaram nas últimas semanas. Os lados se aproximaram de um acordo sobre as limitações das atividades nucleares iranianas que podem levar à fabricação de armas nucleares. Em troca, o Ocidente deve levantar, progressivamente, as sanções econômicas e políticas impostas ao Irã.

Ainda assim, as declarações de Salehi estão entre as mais promissoras até agora. "As principais questões foram fechadas", disse ele à televisão estatal iraniana. "Eu espero que no tempo restante possamos encerrar isso."

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Em declarações separadas feitas a repórteres em Lausanne, ele disse que faltava acordo sobre um "item final". Se isso for resolvido, "podemos dizer que, em questões técnicas, as coisas estão claras dos dois lados".

"Obviamente há muitos detalhes, mas eu posso dizer, como um todo que estou otimista" a respeito de um acordo antes do prazo final, disse ele.

Os lados trabalham para cumprir duas datas. Primeiro, um acordo estrutural nas próximas duas semanas, que deve estabelecer as linhas gerais de um acordo final, que deve ser concluído até o final de junho.

Um graduado funcionário americano estava menos otimista, dizendo que os lados haviam feito progressos, mas que ainda havia muito a fazer até eliminar as diferenças sobre o que Teerã terá de fazer para o fim gradual das sanções.

O secretário de Estado americano, John Kerry, e o ministro de Relações Exteriores iraniano, Mohammad Javad Zarif, lideram as negociações que envolvem, de um lado, o Irã,e do outro Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido, França e Alemanha, grupo também conhecido como P5+1.

A maior parte das desavenças se concentra em questões técnicas, como o número de centrífugas que o Irã poderá operar. Essas máquinas têm capacidade para enriquecer urânio em níveis que podem permitir a fabricação de um ogiva para armas nucleares, mas o Irã diz que o propósito do programa é gerar energia e permitir pesquisas médicas e científicas.

fonte: Estadão Conteudo

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