Sobe para quatro o número de detidos pelo assassinato de Boris Nemtsov

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Outras duas pessoas foram detidas por suspeita de envolvimento no assassinato do político russo Boris Nemtsov, disse à RIA Novosti, neste sábado (7), um porta-voz do Conselho de Segurança da República Russa da Inguchétia.

Mais cedo, o diretor do Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB), Aleksandr Bortnikov, anunciou que os dois primeiros suspeitos, Zaur Dadayev e Anzor Gubashev, haviam sido presos pelo assassinato de Nemtsov. Eles são da região do Cáucaso, no Sul da Rússia.

Os detidos estão envolvidos na organização e execução do crime, divulgou o Comitê de Investigação da Federação da Rússia: "De acordo com os investigadores, os detidos estiveram envolvidos na organização e execução do assassinato".

O político russo de oposição Boris Nemtsov foi assassinado a tiros no centro de Moscou em 27 de fevereiro, durante um passeio com a namorada Anna Duritskaya, uma ucraniana de 23 anos. Segundo o jornal russo Kommersant, ela não é única testemunha ocular do assassinato. Supostamente perto da cena do crime por coincidência se encontrariam também agentes policiais, que descreveram os assassinos mais nitidamente do que Duritskaya.

A reação ao assassinato do político de oposição Boris Nemtsov foi imediata. O presidente da Federação da Rússia Vladimir Putin, que foi informado rapidamente sobre o crime, prestou condolências à família e amigos do político. O chefe de Estado russo delegou às autoridades de segurança do país a criação de um grupo investigativo misto, com participação do Ministério do Interior e Serviço Federal de Segurança da Federação da Rússia (FSB na sigla em russo), a tarefa coordenar os trabalhos.

Boris Nemtsov tinha 55 anos. Ele foi vice-primeiro ministro do governo russo na época do presidente Boris Yeltsin. Na ocasião, o político foi considerado um possível candidato à presidência. Em dezembro de 2007, o seu partido Soyuz Pravykh Sil (União das Forças de Direita) propôs Boris Nemtsov como candidato para o cargo de presidente da Rússia nas eleições de março de 2008. Em dezembro de 2007, o rating da sua candidatura à presidência foi inferior a 1%. Em 26 de dezembro, antes do início da campanha eleitoral, Nemtsov retirou a sua candidatura a favor de Mikhail Kasianov.

Desde o início da presidência de Vladimir Putin, Nemtsov se posicionou como um crítico ativo da sua administração. Desde então, ele ocupou diversos cargos públicos e foi eleito sucessivas vezes para o parlamento. Desde 2012, ele é co-preside o Partido Republicano da Rússia — Partido da Liberdade Popular (RPR-PARNAS). Desde 2013, foi deputado da Duma da oblast de Iaroslavl, cidade satélite de Moscou.

A imprensa internacional também reagiu rapidamente à morte de Boris Nemtsov. As notícias, em sua maioria, davam ênfase às atividades oposicionistas do político e informavam sobre a marcha da oposição convocada por este para 1 de março.

O secretário de imprensa do Kremlin, Dmitri Peskov, se manifestou a esse respeito à radio Kommersant. “Com todo o meu respeito à memória de Boris Nemtsov, no plano político ele não representava nenhuma ameaça para o governo atual da Rússia e para Vladimir Putin pessoalmente”.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, condenou o assassinato e exigiu uma investigação rápida, imparcial e transparente sobre as circunstâncias do crime. A chancelaria do Reino Unido também teve postura semelhante à norte-americana e disse que irá acompanhar a investigação.

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