União Europeia adia novas sanções contra a Rússia

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O ministro de Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, disse que a União Europeia decidiu adiar, por enquanto, a adoção de novas sanções contra a Rússia. O bloco vai esperar os resultados das negociações de paz que estão decorrendo para tomar uma decisão.

Fabius disse que a necessidade de mais sanções será avaliada nesta segunda-feira. Ele afirmou que "o princípio das sanções é mantido, mas a aplicação vai depender o que acontecer (nas negociações)".

Os ministros de relações exteriores da União Europeia apoiam os novos esforços diplomáticos para encerrar pôr fim ao conflito na Ucrânia, mas se esquivaram a apoiar os pedidos de alguns políticos norte-americanos de fornecer armas defensivas para Kiev.

A chanceler alemã Angela Merkel, o presidente francês François Hollande, o presidente russo Vladimir Putin e o presidente ucraniano Pyotr Poroshenko devem se reunir na quarta-feira em Minsk, Bielorrússia.

O ministro de Relações Exteriores alemão, Frank-Walter Steinmeier, afirmou que diplomatas de todos os lados envolvidos estavam reunidos a portas fechadas em Berlim nesta segunda-feira para tentar fazer com que as discussões avancem. Ele disse esperar "que as questões mais importantes possam ser resolvidas de forma a que a reunião em Minsk traga expectativas e possa levar às primeiras medidas para neutralizar a situação e levar a um cessar-fogo". O chanceler acrescentou, no entanto, que "nada está certo ainda…há muito trabalho duro a ser feito".

Enquanto o debate sobre o envio ou não de armas para as Forças Armadas ucranianas continua em Washington, a maioria dos ministros da União Europeia diz que agora não é hora para arriscar uma intensificação das tensões.

Presidente tcheco Milos Zeman - Sputnik Brasil
Presidente tcheco é a favor da abolição das sanções antirrussas
União Europeia impôs o primeiro conjunto de proibições de viagem e congelamento de bens contra pessoas e entidades supostamente responsáveis por desestabilizar a Ucrânia em março de 2014.

Ainda no ano passado, os Estados Unidos, a União Europeia e os seus aliados acusaram a Rússia de se intrometer no conflito ucraniano, inclusive prestando uma suposta assistência militar para os separatistas da região de Donbass, que haviam declarado independência por se recusarem a reconhecer a legitimidade do novo governo em Kiev chegado ao poder depois de um golpe de Estado em fevereiro.

Desde março de 2014, o Ocidente já impôs várias rodadas de sanções contra Moscou, visando não só indivíduos de alto escalão, mas também os setores bancários, de energia e de defesa da Rússia.

O Kremlin tem repetidamente negado qualquer envolvimento na crise interna da Ucrânia e qualifica as sanções como contraproducentes. Em resposta às sanções ocidentais, Moscou impôs uma proibição de um ano sobre a importação de certos alimentos dos países que impuseram restrições.

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