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Líderes latino-americanos comparecerão à Copa de 2018 apesar do caso Skripal

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Nenhum líder latino-americano mudou de opinião sobre viajar para a Rússia na época da Copa do Mundo de 2018 em função do caso Skripal, declarou Aleksandr Schetinin, diretor do Departamento Latino-Americano da chancelaria russa.

"Vários líderes dos países latino-americanos já manifestaram interesse em vir para a Copa do Mundo", disse o diplomata à Sputnik, comentando a atitude dos líderes em relação ao boicote britânico ao mundial da FIFA.

"Alguns, em especial o presidente da Argentina, declararam isso publicamente", ressaltou ele.

Em sua opinião, "na etapa atual, seria errado sujeitar os outros à pressão daqueles que, sob o pretexto do caso Skripal, decidiram tramar intrigas contra o campeonato".

Schetinin está convencido de que "o futebol, assim como todos os esportes, deveria se abster de política".

Segundo o representante russo, Moscou considera que "os que vierem à Copa do Mundo ficarão em uma situação mais vantajosa se comparados aos que optam pelo boicote".

Ele disse que a Rússia espera que "a presença latino-americana na Copa do Mundo seja importante tanto politicamente como para os torcedores".

"Poderemos conhecer muitas coisas sobre a cultura latino-americana em cada cidade onde essas seleções jogarem, pois a alegria e as emoções do grupo são mais valiosas do que as intenções maliciosas de frustrá-las", disse ele.

Mais anteriormente, vários países da União Europeia, bem como os EUA, Canadá, Noruega, Ucrânia e alguns outros países expulsaram diplomatas russos devido ao incidente em Salisbury.

Além disso, as autoridades do Reino Unido e da Islândia decidiram não comparecer aos jogos que suas equipes disputarão durante a Copa do Mundo na Rússia.

Torcedores da Islândia homenageando a seleção nacional que disputou a Eurocopa de 2016
© AP Photo / Brynjar Gunnarsson
Sergei Skripal, ex-agente da inteligência militar russa recrutado nos anos 90 pelo serviço secreto britânico MI6, e sua filha Yulia foram envenenados em março deste ano, em Salisbury. Ambas as vítimas recuperaram a consciência em abril, mas seu destino está guardado em segredo pelo Reino Unido.

Londres afirma que a Rússia está envolvida no envenenamento dos Skripal com a substância A-234 (também conhecida como Novichok). Por sua vez, a Rússia nega categoricamente essas acusações chamando a atenção para um laboratório químico do Ministério da Defesa do Reino Unido nas proximidade de Salisbury.

O Campeonato Mundial de Futebol será realizado pela primeira vez em solo russo de 14 de junho a 15 de julho em 12 estádios com sede em 11 cidades do país.

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Tags:
torcedores, futebol, boicote, A-234, Copa do Mundo de 2018, MI6, FIFA, Aleksandr Schetinin, Yulia Skripal, Sergei Skripal, Reino Unido, Salisbury, UE, Argentina, América Latina
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